Ique de la Rocha
Mães: nossos anjos anônimos
Toda mãe, por mais calma que pareça, é aquela capaz de virar uma leoa na defesa de sua prole
O saudoso médium Chico Xavier certa vez psicografou uma mensagem que tinha por título “Anjos anônimos”. Ele falava que temos propensão a idolatrar artistas, esportistas, políticos, religiosos, mas muitas vezes esquecemos daqueles que estão sempre ao nosso lado, em qualquer situação, dispostos a fazer o possível e até o impossível por nós, sem esperar nada em troca. São eles os anjos anônimos, que tem tudo a ver com este momento em que comemoramos o Dia das Mães.
Toda mãe, por mais calma que pareça, é aquela capaz de virar uma leoa na defesa de sua prole. Que ajuda seus filhos a trilhar o caminho do bem com seu amor e conselhos. Por mais que os filhos envelheçam, ela sempre os enxerga como a criança frágil do berço. Quando este sentimento atingir toda a Humanidade e ultrapassar os limites do lar, aí sim o amor verdadeiro vencerá e teremos construído um mundo muito melhor. Não haverá espaço para conflitos, guerras, nem para o orgulho e o egoísmo. Esta semente, plantada e regada todos os dias por esse amor ilimitado, já é uma amostra do Amor Divino que experimentaremos em toda a sua intensidade no Paraíso pregado pelas religiões.
Claro que o Dia das Mães não pode se resumir a este apenas, já que elas estão sempre com a gente. Mesmo na ausência física, nos acompanham em pensamento. São a bateria que nos alimenta permanentemente com amor e energia positiva.
O capítulo XIV do livro “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, intitulado “Honrai a vosso pai e a vossa mãe”, nos lembra que “não pode amar o seu próximo aquele que não ama a seu pai e a sua mãe”. E mais adiante acrescenta:
“Ter-lhes-á a mãe vendido o leite quando os amamentava? Contou porventura suas vigílias, quando eles estavam doentes? Não, os filhos não devem a seus pais só o estritamente necessário. Devem-lhes também, na medida do que puderem, os pequenos nadas supérfluos, as solicitudes, os cuidados amáveis, que são apenas o juro do que receberam, o pagamento de uma dívida sagrada”
Desejo de todo o coração muitas felicidades a todas as mães, a começar pela minha, Nores, que está com 87 anos e curte o carnaval do Cassino. Às minhas irmãs, cunhadas, sobrinhas, esposas dos meus sobrinhos, às minhas ex, Maria Helena e Míriam, sendo esta última a mãe do meu filho Rodrigo.
Todas as mães, sem distinção, tem uma linda e penosa missão, mas Deus não dá uma atribuição a quem não possa cumprir. Sabemos que nem todas estarão felizes no seu dia. Existem situações as mais diversas que poderão impedir uma aproximação física, mas certamente estarão unidos pelo pensamento, seja qual for a gravidade do problema.
A vida se alterna entre momentos bons e momentos de dificuldades, mas devemos ter em mente a seguinte mensagem: “Assim como os dias felizes não duram para sempre, os dias difíceis também não, mas em todos o Senhor se faz presente”.
E quem tem a possibilidade de estar junto com sua mãe que aproveite. Essa alegria não tem dinheiro que pague.







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