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Rio Grande,09/03/2026

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Ique de la Rocha

Um feliz aniversário da cidade

Foi bonito ver a população festejando os 289 anos do Rio Grande.

Ique de la Rocha


Um feliz aniversário da cidade

Foi bonito ver a população festejando os 289 anos do Rio Grande.


Em comentários antigos a coluna referiu-se à situação de aparente abandono da cidade e ao próprio comportamento dos rio-grandinos, pois dava a impressão que ninguém se importava com nada referente à nossa terra. Como exemplo, o único jornal diário encerrou as atividades, a emissora de TV é mais de Pelotas do que daqui, cada vez mais se vê lojas fechadas, o centro da cidade esvaziou e não se notava indignação da comunidade ou de suas chamadas “forças vivas”. 

Ainda estamos aguardando por atitudes mais incisivas das autoridades e lideranças, bem como realizações que venham realmente para somar. Mas também já estamos vendo ações positivas, como os dois eventos que tivemos, em curto espaço de tempo, por iniciativa do governo municipal, visando atrair a população para a nossa área central.

Primeiro foi a comemoração das festas de fim de ano, quando a nossa bela praça Tamandaré, a maior do Rio Grande do Sul, ficou ainda mais bonita e alegre com a iluminação e decoração alusiva àquele período, junto a uma farta programação cultural. E agora, no dia 19 de fevereiro, quando Rio Grande completou nada menos que 289 anos de fundação, aquele logradouro novamente recebeu uma bela programação comemorativa que permaneceu por dois dias.

A Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (CMCEC) está de parabéns pelas iniciativas e também por ter dado visibilidade à cultura afro, de grande influência em nossa terra. Foi inaugurado o Monumento ao Tambor de Sopapo, que homenageia dois percussionistas: Adão Afonso Silveira (Pássaro Azul) e João Jorge de Quadros (Mestre Sardinha), enquanto a prefeita Darlene Pereira destacou, em sua breve fala, a importância cultural e histórica do povo negro e do nosso querido bairro Getúlio Vargas para o desenvolvimento do Rio Grande.

A religião afro-brasileira mais uma vez mostrou a sua força e o quanto ela irradia de alegria e boas energias. Na quinta-feira, desde a tarde até o fim da noite, foram realizadas diversas apresentações de artistas locais e de casas de religião. Teve a Mostra Musical e Cultural de Raízes Afro-Brasileiras, idealizada pela Coordenadoria Municipal das Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e também do Samba de Terreiro, com excelentes músicos, que animou o Baile da Cidade, junto ao Coreto. Houve comercialização de pratos típicos, como acarajé e, ainda, a Feira Afro. A comemoração de aniversário do município contou, também, com eventos fora da praça Tamandaré, como a entrega da Comenda de Silva Paes. 

Ainda tem muito a fazer para a revitalização de nossa área central, mas essas iniciativas são o primeiro passo para que a população volte a se entusiasmar e a ter orgulho de sua terra. Nos dá esperança que outras ações deverão acontecer, não apenas em programações festivas, para motivar os rio-grandinos a frequentarem ou mesmo a residirem nessa região tão privilegiada da cidade. Uma dessas ações poderia ser o incentivo à construção civil no que diz respeito a novos prédios residenciais e comerciais no Centro. Tem bastante imóvel abandonado para ser adquirido pelos investidores. 

Festa não enche barriga, mas melhora o astral de todo mundo, resgata a auto-estima das pessoas e também movimenta a economia. Basta olharmos o que foi a Festa de Iemanjá e o carnaval do Cassino, o mais popular do Rio Grande do Sul. A “Noiva do Mar” estava feia, triste, desleixada. Agora mostra-se mais alegre e a Secretaria de Cultura está fazendo a sua parte.



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