Artigo - Direito à Alegria!
O sucesso de público, a aprovação popular e a participação ativa da comunidade são a resposta mais clara aos críticos.
Artigo - Direito à Alegria!
Por Dirceu Lopes - Secretário de Município dos Serviços Urbanos
Algumas vozes apressadas insistem em reduzir o Natal nas Praças — especialmente o brilho das Luzes da Tamandaré — à velha e preguiçosa expressão de “pão e circo”. Curioso é que esse discurso normalmente não parte de quem esteve lá, caminhou pela praça, conversou com as famílias, viu crianças, idosos e jovens ocupando um espaço público antes esquecido. Chamar isso de circo é ignorar, com certo desdém elitista, o direito do povo à convivência, ao encontro e à alegria simples. Como se dignidade só pudesse existir no silêncio, na praça vazia e na cidade escura. A verdade é que o que incomoda não é o projeto, é o povo ocupando, sorrindo e se reconhecendo como parte da cidade.
O Natal nas Praças não foi fuga da realidade, foi enfrentamento dela. Recuperar espaços públicos, iluminar a cidade, promover encontros, segurança e pertencimento é política pública no seu sentido mais nobre. É cuidar da saúde emocional da população, fortalecer laços comunitários e devolver à cidade o que sempre foi seu: o espaço comum. O sucesso de público, a aprovação popular e a participação ativa da comunidade são a resposta mais clara aos críticos. Quando o povo comparece, permanece e pede continuidade, não é “pão e circo”; é política bem feita, é cidade viva, é gestão que entende que uma praça cheia de gente é sinal de civilidade, não de alienação.









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