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Rio Grande,12/05/2026

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Comunidade no Cassino inaugura mais um Banco Vermelho contra o feminicídio

Inaugurou neste Dia das Mães mais um Banco Vermelho, um símbolo da luta das mulheres contra a violência.


Comunidade no Cassino inaugura mais um Banco Vermelho contra o feminicídio Foto: Divulgação

Um grupo de moradores das proximidades da Rua Hormell Nunes Duarte e Alameda João Leal, no Cassino, decidiu agir e provocar a reflexão sobre os feminicídios no RS. E inaugurou neste Dia das Mães mais um Banco Vermelho, um símbolo da luta das mulheres contra a violência. A iniciativa foi da procuradora federal Anaí Oliveira, apoiada por outros moradores como a professora da FURG Rita Neves e o médico e músico Leonardo Bulcão. A prefeita Darlene participou da inauguração, destacando o ato como “um importante exemplo de mobilização e consciência coletiva, da iniciativa comunitária e independente na luta contra o feminicídio”.


O espaço onde está o banco, localizado no entroncamento das duas vias, já foi revitalizado por iniciativa dos moradores e a instalação do Banco Vermelho, conforme Anaí Oliveira, nasce como um convite à reflexão e à construção de uma sociedade mais segura e respeitosa para todas. Ela se mostrou chocada com os números de feminicídios no Rio Grande do Sul e lembrou os filhos que, no Dia das Mães, não teriam a quem abraçar devido à violência. Lembrou a necessidade de que todos, homens e mulheres, tenham consciência de lutar contra isso e da importância da educação formal e emocional, uma vez que têm ocorrido diversos fatos violentos provocados por jovens meninos, nas escolas, mostrando misoginia e violência contra suas colegas.


Para o morador Leonardo Bulcão, que foi estudar sobre o significado do Banco Vermelho, está na hora de os homens mostrarem que estão ao lado das mulheres nessa luta, conversando, debatendo. “É preciso deixar de estar alheio ao que hoje está acontecendo”, disse ele, alertando que a violência de gênero começa na permissão da piada, do olhar maldoso, na convivência dos grupos de homens. 


A professora do curso de Direito da FURG Rita Araújo das Neves fez uma explanação sobre o projeto Banco Vermelho, uma iniciativa formalizada no Brasil desde 2024, integrando a luta contra a violência de gênero. A docente relembrou também o histórico de violências e impedimentos que a mulher sofreu ao longo dos séculos e das respectivas legislações que a acompanham. E destacou as desigualdades entre homens e mulheres. “Segundo a Organização Não Governamental Lupa Feminista, essa forma de assassinato não constitui um acontecimento isolado, nem repentino nem inesperado. Ao contrário, faz parte de um processo contínuo de violências, cujas raízes misóginas caracterizam o uso da violência extrema e inclui uma vasta gama de abusos, desde verbais, físicos e sexuais como o estupro, e diversas formas de mutilação e barbárie”.


A prefeita destacou que o ato foi um grande presente de Dia das Mães, e reforçou a importância da participação dos homens na luta: “nós não nos matamos, alguém nos mata”, disse Darlene. “Esse é um ato revolucionário, quando a comunidade se dá conta de uma pauta e começa a se envolver, é assim que a gente vai transformar a realidade”. Também esteve no ato a delegada rio-grandina Vanessa Pitrez , diretora do Gabinete de Inteligência da Polícia Civil do RS.


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