Porto Itapoá lidera em cabotagem no Sul do Brasil e contribui para evitar a emissão de até 259 mil toneladas de CO₂
Estimativa tem como base estudo da (CNI), aponta que a cabotagem emite entre 12% e 15% menos CO₂ o que o transporte rodoviário emite para movimentar a mesma carga em longas distâncias
Foto: Divulgação O avanço da cabotagem no Porto Itapoá já apresenta impactos concretos não apenas para a logística nacional, mas também para o meio ambiente. Com uma movimentação próxima de 298 mil TEUs em 2025 — crescimento de 32% em relação ao ano anterior — Como operador logístico, o terminal contribuiu para evitar a emissão de 259 mil toneladas de CO₂ em comparação ao transporte exclusivamente por caminhão.
A estimativa tem como base dados divulgados em estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria - CNI), segundo o qual a cabotagem emite apenas entre 12% e 15% do CO₂ produzido pelo modal rodoviário para transportar o mesmo volume de carga. O levantamento também destaca que o fortalecimento da navegação costeira é estratégico para reduzir o chamado Custo Brasil e acelerar a descarbonização do setor logístico nacional.
Em 2025, o Porto Itapoá se consolidou como o terminal de contêineres que mais movimentou cargas por cabotagem na Região Sul do Brasil. O crescimento expressivo reforça uma tendência de expansão que segue acelerada também em 2026. Apenas no primeiro bimestre deste ano, foram movimentados 52 mil TEUs na cabotagem, contra 41 mil TEUs registrados no mesmo período de 2025, que representa um crescimento de 27%.
Para o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, o avanço da cabotagem representa um passo importante para tornar a logística brasileira mais sustentável. "Quando ampliamos o uso da cabotagem, reduzimos significativamente as emissões de gases de efeito estufa, além de diminuir a circulação de caminhões nas estradas. É um ganho ambiental relevante para toda a cadeia logística e para o país", afirma.
Além da questão ambiental, a cabotagem também apresenta vantagens econômicas importantes. Dados da ABAC (Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem) apontam que o modal permite reduzir em até 30% os custos de frete em rotas estratégicas, graças à economia de escala proporcionada pelo transporte marítimo.
m único navio pode transportar o equivalente a 200 ou até 300 caminhões em uma única viagem, diluindo custos operacionais como combustível, tripulação e manutenção em um volume muito maior de cargas.
"A cabotagem oferece uma combinação extremamente competitiva entre eficiência logística, previsibilidade operacional e redução de custos. Para muitas cadeias produtivas, ela já se tornou uma alternativa economicamente mais vantajosa do que o transporte rodoviário em longas distâncias", destaca Arten.
Com mais de 8 mil quilômetros de litoral e grande concentração industrial próxima à costa, o Brasil possui potencial para ampliar significativamente a participação da cabotagem na matriz logística nacional. Segundo a CNI, o país poderia quadruplicar o transporte de contêineres por cabotagem no longo prazo, desde que avance em investimentos portuários, infraestrutura logística e redução da burocracia.
"Nesse cenário, o Porto Itapoá vem ampliando sua atuação como um dos principais hubs da cabotagem brasileira, fortalecendo conexões logísticas mais eficientes, competitivas e sustentáveis para o mercado nacional", conclui Arten.






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