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Rio Grande,10/05/2026

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“Mais de 5 mil empregos devem ser criados”, projeta CEO de projeto de Parque Eólico em alto mar

CEO da JB Energy, Rodolfo Gonçalves, apresentou à comunidade o projeto Aura Sul Wind que promete construir o primeiro complexo eólico flutuante em alto mar da América Latina na costa rio-grandina


“Mais de 5 mil empregos devem ser criados”, projeta CEO de projeto de Parque Eólico em alto mar Foto: Divulgação

Na tarde de quinta-feira, 7, representantes da JB Energy apresentaram a autoridades, acadêmicos e representantes do setor empresarial, no Salão Principal da Prefeitura Municipal do Rio Grande, o projeto Aura Sul Wind, iniciativa que pretende construir no espaços marítimo rio-grandino o primeiro Parque Eólico offshore flutuante em alto mar da América Latina.


O encontro reuniu membros das principais universidades do estado, empresários, sindicatos, autoridades da Marinha do Brasil, além de representantes governamentais e do setor portuário em âmbitos municipal, estadual e nacional.


Com a expectativa de iniciar os testes com a primeira turbina em 2029, o CEO da empresa japonesa, JB Energy, Rodolfo Gonçalves, comentou em entrevista para O Litorâneo, que o ano de 2026 será de aperfeiçoamento do projeto piloto e desenvolvimento de pesquisas. “Neste ano podemos esperar o início das medições, onde estaremos efetivamente medindo dados para o detalhamento do projeto”. 


Segundo ele, a iniciativa atualmente se divide em duas vertentes: pesquisa e construção. A primeira busca o licenciamento ambiental do Aura Sul Wind, com parcerias junto ao Instituto de Oceanografia da FURG, já desenvolvendo estudos com pesquisadores e alunos da universidade. 


A partir do mês de outubro, a empresa e a universidade iniciarão medições meto-oceanográficas próximas ao local de instalação das turbinas eólicas no oceano, realizando estudos e monitoramentos de ventos e correntezas em tempo real. 


Atualmente, a FURG já conta com boias de monitoramento da costa marinha, Rodolfo Gonçalves, porém, afirma que a JB Energy fornecerá mais boias para a universidade, buscando o aperfeiçoamento dos estudos oceânicos e a troca de conhecimentos entre a iniciativa privada e a comunidade acadêmica.


A outra vertente, utiliza-se de parcerias com o Sinduscon e o Sindienergia para mobilizar as indústrias da região no antecipamento do processo de construção das plataformas, buscando, principalmente, a decisão do local ideal.


Desejo da empresa é que a construção seja feita inteiramente na região


A decisão pelo local onde serão construídas as plataformas ainda é ponto de discussão. Conforme apurado anteriormente, a pré-moldagem do concreto pode ser feita em Porto Alegre, enquanto apenas a montagem ocorreria no Estaleiro do Rio Grande. Rodolfo, porém, afirma que nada ainda está decidido e que o desejo da empresa japonesa é por utilizar as estruturas das indústrias já consolidadas na região Sul.  


“A pré-moldagem não deve ser em Porto Alegre, como estamos fazendo uma plataforma construída em concreto, poderemos usar toda a indústria aqui do Rio Grande e São José do Norte, para já usar o que a região tem de capacidade da indústria de cimento e de pré-moldado. Pode ser realizado em Porto Alegre também, mas o custo logístico para trazer até a cidade seria maior. Então, dependendo da quantidade de material necessário, às vezes só a região não é capaz de suprir. Mas, quanto melhor o Rio Grande estiver preparado, menores serão os custos operacionais”, comentou. 


Parcerias podem gerar mais de 5 mil empregos para a região


Conforme o empresário, a expectativa é de que o Aura Sul Wind gere mais de 5 mil empregos diretos e indiretos ao Rio Grande do Sul, comparando às indústrias de óleo e gás. “A gente ainda tem que fazer um levantamento detalhado de qual parte cada indústria vai

participar, mas a gente está falando de, no mínimo, diretos e indiretos, 5 mil empregos, até o projeto construir, depois as bases de projetos comerciais. É uma indústria que vai ser comparada à do óleo e gás. É uma construção pesada, de plataformas”. 


Por que construir um Complexo Eólico no oceano?


Com grandes áreas terrestres capazes de suportar parques eólicos na costa gaúcha, o projeto vai na contramão e pretende construir turbinas offshore (fora da costa) em alto mar. Rodolfo explica a decisão e detalha a diferença entre onshore e offshore. “A grande diferença é que quando a plataforma vai para a região do mar, as condições de ventos são melhores. A geração de energia é maior do que comparado com a onshore”. 


“Mas, elas têm objetivos diferentes. Neste primeiro momento, não há a ideia de fazer a distribuição da energia dentro do estado. Mas sim para outras atividades, como data centers, fertilizantes, o polo naval e a indústria portuária”, relata.


O CEO continua, esclarecendo a motivação pela escolha de estruturas flutuantes no oceano. “Quando a gente fala de offshore fixa e flutuante, a offshore fixa precisa estar mais perto da costa, porque precisam de limites de águas com altura 30 à 40 metros. Enquanto a flutuante precisa de, no mínimo, 45 metros de lâmina d'água. Então, a escolha pela flutuante, se baseia na qualidade de vento, no menor impacto com a pesca artesanal e no menor impacto ambiental na construção”. 


Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal do Rio Grande, Antônio Soler reiterou o apoio do executivo ao projeto. “Nós estamos num processo inicial, as conversas têm se desenvolvido no sentido de aprofundarmos todos os aspectos importantes, no sentido de prevenir impactos futuros e manejar esses impactos da melhor forma possível. Nesse sentido, então, que o município está se colocando à disposição para colaborar, para que esse diálogo aconteça, para que se busque soluções baseadas na ciência, visando que o desenvolvimento aconteça ao lado da justiça social”. 

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