Intensificação de fiscalização contra lixo irregular e licitação do recolhimento de resíduos são temas do Café com Z
Secretário de Serviços Urbanos, Dirceu Lopes, esteve no Café Com Z, e abordou seus primeiros meses de gestão. Desafio imediato é a licitação do serviço de recolhimento de lixo, que encerra no próximo dia 28 de agosto.

Em entrevista ao programa Café com Z, o secretário de Serviços Urbanos, Dirceu Lopes, destacou as principais dificuldades enfrentadas pela pasta e as ações adotadas para mudar a realidade que encontrou ao assumir a pasta, após um ano de 2024 em que, segundo ele, seis empresas foram responsáveis pelo recolhimento do lixo.
">Segundo o secretário, os primeiros meses de trabalho foram marcados por uma verdadeira “cruzada” contra o descarte irregular de resíduos. “É impressionante a quantidade de lixo jogado de forma inadequada, que não só compromete a estética da cidade, mas também gera sérios riscos à saúde pública, com a proliferação de vetores como ratos e mosquitos”, afirmou Lopes.
Diante da reincidência de irregularidades, segundo Lopes, a prefeitura passou a aplicar multas. Hoje, a cidade já soma mais de 40 notificações e autuações por descarte irregular. A fiscalização ocorre em conjunto com a Guarda Municipal, e veículos utilizados para despejo de resíduos podem ter os proprietários responsabilizados, mesmo que outra pessoa esteja na direção.
Situação das empresas de coleta
O secretário também lembrou que ao assumir pegou as dificuldades enfrentadas por em 2024, a cidade ter tido seis empresas diferentes responsáveis pelo recolhimento de lixo em um curto período. Atualmente, a coleta está sob responsabilidade da empresa Sustentare. A empresa possui contrato até o dia 28 de agosto. Segundo Dirceu Lopes uma prorrogação deve ser feita até a conclusão de uma nova licitação.
“Nós não podemos repetir os erros do passado, quando empresas fantasmas venciam processos sem estrutura mínima. Por isso, estamos exigindo garantias e comprovação da capacidade técnica das participantes”, destacou Lopes.
Lixo em energia e mobiliário urbano
Outra frente é a busca por soluções modernas para reduzir custos e dar destino sustentável aos resíduos. O município estuda implantar tecnologia capaz de transformar lixo em energia e mobiliário urbano, reduzindo a dependência de aterros sanitários. Atualmente, o envio dos resíduos para Candiota custa cerca de R$ 1,3 milhão por mês aos cofres públicos. “O lixo precisa deixar de ser um problema e se transformar em ativo econômico”, defendeu o secretário.
Outro problema recorrente são os terrenos baldios abandonados, que acabam servindo como depósito de lixo e gerando insegurança. A proposta da prefeitura é notificar proprietários e, em caso de reincidência, realizar a limpeza e cercamento, repassando os custos ao IPTU. Em último caso, a área poderá ser incorporada ao patrimônio público.
Por fim, o secretário apelou à responsabilidade individual dos moradores. Ele lembrou que a limpeza das calçadas é de responsabilidade dos munícipes, e anunciou para 2026 um programa que prevê descontos no IPTU para ruas mais limpas e organizadas. “Nós não queremos multar. Queremos consciência. A cidade é de todos nós. Cada ato de cuidado com o lixo é um ato de saúde pública e respeito com o próximo”, concluiu.
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