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Rio Grande,16/05/2026

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Prof. Marcelo Dutra da Silva

Princípios ESG e as boas práticas de governança municipal

Sem um plano a gestão se perde e fica mais difícil para o Executivo definir prioridades.


Princípios ESG e as boas práticas de governança municipal

PRINCÍPIOS ESG E AS BOAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA MUNICIPAL

Prof. Dr. Marcelo Dutra da Silva

Ecólogo | dutradasilva@terra.com.br 


O maior pesadelo de qualquer grande cidade é a falta de planejamento e controle das informações. Sem um plano a gestão se perde e fica mais difícil para o Executivo definir prioridades, inclusive as ambientais. E quando não se tem algo que oriente o que deve ser realizado primeiro, tudo passa a ser importante, nada do que se começa é concluído no prazo e toda decisão se mostra confusa e pouco transparente. Em alguns casos, a administração fica tão fragilizada que se sujeita a pressões, tornando-se refém dos interesses e de grupos que fazem uso de todo tipo de ferramenta, inclusive influenciando mudanças na Lei, para garantir seus objetivos mais sórdidos.

Nada é capaz de resistir ao nosso modelo selvagem de transformação do espaço urbano, que em muitos casos muda para pior. Enquanto construções avançam sobre o natural do entorno urbano e o pouco que sobrou dentro da cidade, sem avaliar as consequências, parte da indústria e das operações portuárias se mantem no limite da Lei, sem considerar alguns princípios básico, na trajetória do desenvolvimento. A lógica que muitas vezes se impõe no ímpeto cego do investimento , na prática, apenas promove desigualdades e nenhum desenvolvimento. E o fato de não planejarmos e de nem mesmo refletirmos sobre que tipo de cidade injusta e pobre estamos construindo, acaba por criar distâncias entre as decisões e os interesses difusos da sociedade, o bem comum, o conforto, a segurança e a vida social sustentável. 

Entretanto, algo me diz que esta lógica vai mudar completamente. Boas práticas de governança e responsabilidade socioambiental aplicadas à gestão pública, dentro dos princípios ESG (Environmental, Social and corporate Governance) estão sendo adotadas por toda parte. Governos, até então, resistentes ao debate ambiental e ao reconhecimento do impacto socioeconômico de suas decisões vêm mudando de postura. Uma mudança tênue de comportamento que primeiro se viu em grandes empresas, depois nas menores e que agora chega ao poder público, na administração pública de todas as esferas.

O ESG transcende valores que vão além da importância material do negócio. É uma espécie de análise do risco financeiro, com base na ética, na responsabilidade, no bem-estar humano, no relacionamento de impacto e na tomada de decisões. Portanto, já não importa tanto se é mais uma oportunidade vantajosa de investimento, todas as expectativas podem virar pó, da noite para o dia, a depender da reputação do negócio, do risco associado e das perdas que a ausência de boas práticas pode representar. E o mesmo raciocínio começa a ser feito na administração pública. 

Portanto, é o momento de mudar tudo, de reposicionar exigências mais alinhadas com os princípios da proteção do meio ambiente e bem-estar social, de elevar o nível de responsabilidade nas ações e nas práticas de governança pública, de garantir um caminho mais seguro na tomada de decisões. Uma mudança que não é rápida, mas que já está acontecendo. Feliz Ano Novo!



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