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Rio Grande,14/05/2026

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Rio Grande adere ao Plano Juventude Negra Viva e amplia políticas de enfrentamento ao racismo estrutural

Acordo assinado pela prefeita Darlene Pereira busca fortalecer ações voltadas à redução da violência letal e das vulnerabilidades sociais que atingem jovens negros no município


Rio Grande adere ao Plano Juventude Negra Viva e amplia políticas de enfrentamento ao racismo estrutural

A prefeita Darlene Pereira assinou, nesta quarta-feira, 13, o acordo de adesão do município do Rio Grande ao Plano Juventude Negra Viva (PJNV), iniciativa do Governo Federal voltada ao enfrentamento da violência letal e das vulnerabilidades sociais que atingem jovens negros entre 15 e 29 anos. A adesão marca a entrada oficial do município em uma política nacional que busca combater os impactos do racismo estrutural por meio de ações integradas de inclusão, garantia de direitos e fortalecimento social.


A iniciativa foi articulada pela Coordenadoria Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (CMPPIR), em parceria com a Coordenadoria Municipal de Políticas para a Juventude (CMPJ), e representa, segundo o governo municipal, um avanço na construção de políticas públicas direcionadas à juventude negra da cidade.


Combate à violência e desigualdade racial


O Plano Juventude Negra Viva foi criado pelo Governo Federal com foco na redução dos índices de violência letal que atingem principalmente jovens negros em diferentes regiões do país. Além da segurança pública, a proposta também envolve ações nas áreas de educação, cultura, esporte, saúde, geração de renda e participação social.


Para o coordenador da CMPPIR, Chendler Siqueira, a adesão ao plano simboliza mais do que um compromisso institucional. “Essa adesão representa a ratificação do nosso compromisso na luta contra o racismo e a superação das desigualdades raciais, tendo como foco ações voltadas à juventude negra, ou seja, os que mais têm morrido no Brasil, fruto da violência e do racismo estrutural”, afirmou.


Segundo ele, o acordo assinado pelo município possui um peso social e histórico importante diante dos índices de violência que atingem a população negra no país. “É muito mais do que assinar um simples acordo. É possibilitar um futuro para quem mais tem morrido, historicamente, na nossa nação”, destacou.


Juventude como protagonista


A coordenadora municipal de Políticas para a Juventude, Gabrielle Cruz, também ressaltou o caráter estratégico da adesão ao plano, apontando que a iniciativa fortalece a construção de políticas públicas voltadas à inclusão social e ao reconhecimento da juventude negra como protagonista dentro dos territórios.


Segundo Gabrielle, o município passa a reforçar ações voltadas à ampliação de oportunidades e ao acesso da juventude negra a diferentes áreas essenciais. “A iniciativa reafirma o compromisso do Executivo Municipal com a construção de uma cidade mais justa, democrática e comprometida com o enfrentamento às desigualdades históricas”, afirmou.


Ela destacou ainda o papel histórico desempenhado pela juventude negra na construção cultural e social das comunidades. “Historicamente, a juventude negra esteve à frente de movimentos culturais, sociais e comunitários que transformaram os territórios e fortaleceram a identidade, a resistência e a participação popular”, disse.


Acesso a direitos e fortalecimento dos territórios


Com a adesão ao Plano Juventude Negra Viva, o município poderá desenvolver ações voltadas à ampliação do acesso da população jovem negra à educação, cultura, esporte, saúde, trabalho e participação social.


A proposta também busca fortalecer políticas de pertencimento e valorização das juventudes periféricas, reconhecendo seus espaços de atuação dentro das comunidades e seu papel na transformação social.


Para Gabrielle Cruz, o plano representa ainda um instrumento importante no enfrentamento das desigualdades estruturais que impactam diretamente a vida de jovens negros e negras. “Esse é um passo importante na construção de uma cidade que escuta, reconhece e valoriza suas juventudes, compreendendo a juventude negra como sujeito de direitos, de potência, de produção cultural, de liderança e de transformação social”, concluiu.

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