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Rio Grande,07/05/2026

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Empresa japonesa apresenta avanços do projeto de energia eólica offshore no Rio Grande

O projeto Aura Sul Indy foi lançado em junho de 2025 e posiciona o Estado como uma das três principais regiões do Brasil com potencial para geração eólica offshore, ao lado do Nordeste e do Sudeste.


Empresa japonesa apresenta avanços do projeto de energia eólica offshore no Rio Grande

A prefeita Darlene Pereira recebeu em seu gabinete, na tarde desta quarta-feira (6), Rodolfo Gonçalves, CEO da JB Energy, uma empresa fundada no Japão na área de consultoria em engenharia offshore wind (eólicas localizadas no mar). Nesta outra visita do CEO da empresa ao município do Rio Grande, ele esteve acompanhado por Adriane Petry, do NIEPIEE - Núcleo de Integração de Estudos, Pesquisa e Inovação em Energia Eólica – da UFRGS, e por Thomaz Xavier, também integrante da JB Energy. Na conversa com a prefeita eles apresentaram atualizações do projeto Aura Sul Indy, que está sendo implantado no Rio Grande, bem como sobre o andamento do licenciamento ambiental e o alinhamento institucional para a concretização definitiva da proposta.


Evento nesta quinta-feira


A agenda também incluiu a preparação de um evento com a comunidade, no qual serão detalhadas as etapas do processo e a participação dos diferentes atores envolvidos. Essa atividade está marcada para iniciar às 14h, nesta quinta-feira (7), no Salão Nobre Deputado Carlos Santos, sede da Prefeitura.


Desde o ano passado, o município do Rio Grande tem avançado na consolidação de uma nova matriz energética com a apresentação dos próximos passos do projeto Aura Sul Indy, voltado à geração de energia eólica offshore — tecnologia que utiliza aerogeradores instalados no mar. A iniciativa é liderada pela empresa JB Energy, que instalou sua sede brasileira no Rio Grande, em janeiro deste ano, junto ao Oceantec, o parque científico e tecnológico vinculado à Universidade Federal do Rio Grande (Furg).


De acordo com o CEO da JB Energy, a escolha por Rio Grande se deu pelas condições muito favoráveis da região. “O município reúne características estratégicas, como excelente regime de ventos, estrutura portuária consolidada e tradição na indústria naval, além da presença de universidades que contribuem na formação de mão de obra qualificada”.


Aura Sul Indy


O projeto Aura Sul Indy foi lançado em junho de 2025, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e instituições como a Portos RS e o Sindicato de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul. A proposta posiciona o Estado como uma das três principais regiões do Brasil com potencial para geração eólica offshore, ao lado do Nordeste e do Sudeste.


Atualmente, o projeto encontra-se na fase inicial de estudos e licenciamento ambiental, já contando com o termo de referência emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A previsão é que, entre 2026 e 2028, sejam concluídos os estudos técnicos e de engenharia. A construção está prevista para iniciar em 2029, com expectativa de operação ainda no mesmo ano.


Um dos diferenciais do Aura Sul Indy, de acordo com Rodolfo Gonçalves, é a utilização de uma plataforma flutuante, tecnologia que permite a instalação dos aerogeradores em áreas mais afastadas da costa, onde os ventos são mais intensos e constantes. Além disso, a solução reduz impactos ambientais e interfere menos nas atividades pesqueiras. Outro destaque é o uso de estruturas em concreto, o que possibilita a mobilização da cadeia produtiva local da construção civil.


O projeto é considerado piloto e contará com uma turbina de 18,5 megawatts, capaz de gerar energia suficiente para abastecer cerca de 18 mil famílias. A energia produzida terá como primeiro destino o Porto do Rio Grande, contribuindo para o processo de descarbonização das operações portuárias. A proposta também prevê o fornecimento para o polo industrial da região e benefícios às comunidades próximas, além da integração com a universidade.


Conforme o CEO da JB Energy, que há 11 anos reside no Japão, o projeto tem caráter não comercial e visa fomentar o desenvolvimento tecnológico e regulatório do setor no Brasil. “Todos os dados gerados serão compartilhados, permitindo a construção de uma base de conhecimento que auxilie o poder público e a iniciativa privada no avanço dessa indústria que possui grande potencial de desenvolvimento”, explicou.


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