Barcos abandonados no cais do Porto Velho seguem sem futuro definido
Embarcações pesqueiras, de nome Vó Vilma e Vó Lica, encontram-se paradas no cais há mais de 15 meses, sem projeções de retirada por seus donos ou pela Marinha do Brasil
Uma dupla de embarcações pesqueiras encontra-se abandonada no cais do Porto Velho há mais de 15 meses. Os barcos de nomes “Vó Vilma” e “Vó Lica” são do tipo de pesca de arrasto e tornaram-se paisagem incômoda para os visitantes do centro histórico da cidade do Rio Grande.
Recentemente, no fim de 2025, um dos pesqueiros foi atingido por um incêndio que danificou parcialmente a estrutura interna da cabine. Segundo o Corpo de Bombeiros, o possível responsável pela causa das chamas seria um colchão posto na parte interior do espaço.
Do foco de incêndio até a veiculação desta matéria, passaram-se 5 meses e Vó Vilma e Vó Lica seguem naufragadas no Porto. Os donos da embarcação, até o momento, não registraram tentativas de retirada do cais.
Conforme apurado pela reportagem, as embarcações são originárias do estado de Santa Catarina, com filiação, documentada pela última vez em 2019, ao Sindicato da Indústria da Pesca, Armadores, Aquicultura da Grande Florianópolis e Sul Catarinense (Sinpescasul).
Já em 2024, presentes na cidade do Rio Grande e vinculadas ao Sindicato dos Armadores da Pesca do Estado do Rio Grande do Sul (Sindarpes-Rs), foram listadas no anexo do Ministério da Pesca e Agricultura de embarcações não habilitadas para atividade pesqueira e/ou benefício governamental.
Plano de retirada do cais
Segundo a Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, pertencente ao 5° Distrito Naval da Marinha do Brasil, a responsabilidade pela retirada dos barcos do cais do Porto Histórico é de seus proprietários. A entidade afirma já ter identificado e notificado os donos dos pesqueiros e instaurado um inquérito para investigação do caso, que já foi enviado ao Tribunal Marítimo.
Possível risco à segurança pública e ambiental
Moradores da região relatam que os barcos tornaram-se pontos de moradia e estadia noturna para pessoas em situação de rua, causando aos locais e visitantes, temor pela sua segurança. Questionada sobre os fatos, a Brigada Militar afirmou não ter nenhum registro de denúncia, chamado ou Boletim de Ocorrência envolvendo pessoas no entorno de Vó Vilma e Vó Lica.
O caso de incêndio de 2025, revisitou preocupações sobre possíveis impactos ambientais à fauna e flora rio-grandina devido, não apenas ao fogo, como também ao tempo de naufrágio das embarcações.
Na época, a Capitania dos Portos constou em nota, não haver poluição na Lagoa dos Patos por parte dos pesqueiros. Já atualmente, diz que, caso sejam identificados potenciais riscos ao meio ambiente, serão adotadas medidas cabíveis e, quando necessário, atuará conjuntamente com o Ibama e demais entidades competentes.






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