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Rio Grande,12/04/2026

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Operação Thoronder amplia cerco a ilícitos no Porto do Rio Grande com uso de inteligência e ação integrada

Fiscalização coordenada pela Receita Federal combina monitoramento aéreo, drones e presença em pontos estratégicos para enfrentar crimes na fronteira sul


Operação Thoronder amplia cerco a ilícitos no Porto do Rio Grande com uso de inteligência e ação integrada Foto: Divulgação

Em curso desde 18 de março, a Operação Thoronder vem redesenhando o mapa da fiscalização aduaneira no sul do Estado, com foco no Porto do Rio Grande. Coordenada pela Receita Federal do Brasil, a ofensiva reúne forças de segurança e órgãos públicos em uma atuação conjunta que aposta na inteligência e na ocupação de áreas sensíveis para combater contrabando, descaminho e crimes transfronteiriços.


Vigilância que vem do céu (e da água)

Um dos eixos centrais da operação está no uso estratégico do helicóptero PR RFC, vinculado ao Centro Nacional de Operações Aéreas (CEOAR). A aeronave, operando a partir da Ilha do Terrapleno com suporte da Marinha do Brasil, amplia o alcance da fiscalização ao permitir leitura rápida de deslocamentos suspeitos em áreas de difícil acesso.


No solo e nas águas, a atuação se completa com drones, embarcações táticas e equipes distribuídas em pontos-chave, criando uma malha de vigilância que articula tecnologia e presença física.


Fronteiras porosas sob pressão


As ações se estenderam por regiões historicamente vulneráveis ao trânsito de ilícitos. No eixo entre Santa Isabel e a Lagoa Mirim, o foco recaiu sobre rotas utilizadas para o transporte irregular de mercadorias, armas e animais, com apoio da PATRAM.


Já no entorno da BR-471, na região do Taim, barreiras fixas foram instaladas em acessos rurais e rodoviários. Mais do que bloquear caminhos, a estratégia buscou acompanhar fluxos, identificar padrões e antecipar movimentos.


Na área portuária, o olhar se voltou ao fundeio e ao canal de acesso, onde sistemas de monitoramento e embarcações operaram de forma integrada, tensionando rotinas que muitas vezes passam despercebidas.


Calendário e oportunidade


A operação também se moldou ao calendário regional. Durante a Semana do Turismo do Uruguai, entre 26 e 28 de março, o reforço na fiscalização em estradas vicinais e no litoral do Chuí e do Hermenegildo indicou uma leitura precisa: períodos de maior circulação também ampliam oportunidades para práticas ilícitas.


Estado presente (e visível)


Para além da repressão, a Thoronder também abriu espaço para diálogo com a sociedade. No dia 24 de março, uma ação de cidadania fiscal realizada no 6º Grupo de Artilharia de Campanha, do Exército Brasileiro, levou ao público a exposição “Conheça Nossa Aduana”, apresentando bastidores, tecnologias e métodos da vigilância aduaneira.


Encerramento com treinamento e legado


Na reta final, a operação prevê exercícios aerotáticos com agentes da 10ª Região Fiscal, voltados ao aperfeiçoamento de técnicas de embarque e desembarque em cenários operacionais. O encerramento oficial ocorre nesta quarta-feira, 9 de abril.


Mais do que números ou apreensões pontuais, a Operação Thoronder deixa como marca a articulação entre instituições (entre elas Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal) e a construção de uma lógica de atuação que privilegia inteligência, cooperação e presença qualificada em território.

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