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Rio Grande,18/02/2026

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Rio Grande registra 70 focos do Aedes aegypti e Vigilância reforça alerta preventivo

Boletim epidemiológico aponta aumento dos criadouros do mosquito em diferentes bairros, embora município ainda não tenha casos confirmados de dengue em 2026


Rio Grande registra 70 focos do Aedes aegypti e Vigilância reforça alerta preventivo Foto: Divulgação
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O número de focos do mosquito Aedes aegypti subiu para 70 em Rio Grande, conforme aponta o sexto Boletim Epidemiológico de 2026 divulgado nesta quarta-feira, 18, pela Vigilância em Saúde do Rio Grande. O levantamento acende o alerta para o avanço das arboviroses (como dengue, zika, chikungunya e febre amarela) mesmo sem casos confirmados até o momento no município.


De acordo com o boletim, 16 casos suspeitos de dengue foram notificados neste ano. Destes, 13 já foram descartados e três seguem em análise. Em relação à chikungunya, um caso permanece em investigação e dois foram descartados. Apesar da ausência de confirmações, o crescimento dos focos do mosquito preocupa as autoridades sanitárias.


Concentração em áreas específicas


A maior incidência de focos está concentrada no Distrito Industrial, com 21 registros, seguido pela região Central, com 17. Também aparecem com números significativos os bairros Quinta (8), Cidade Nova (5) e Bolaxa (4).


Outras localidades com dois focos cada são Linha do Parque, Buchholz, São Miguel e Prado. Já com um foco registrado estão Bernadeth, FURG Carreiros, Trevo, Lar Gaúcho/Navegantes, BGV, Mangueira e Aeroporto.


A Vigilância em Saúde destaca que o monitoramento é contínuo e que o aumento dos registros não significa necessariamente a circulação ativa do vírus, mas indica ambiente favorável à proliferação do mosquito.


Cenário estadual também preocupa


No contexto do Rio Grande do Sul, os números reforçam a necessidade de atenção. O Estado já soma 112 casos confirmados de dengue apenas nos dois primeiros meses do ano, evidenciando tendência de crescimento das arboviroses em nível regional.


Embora Rio Grande ainda não tenha registros confirmados, a circulação do vírus em outras cidades amplia o risco de introdução da doença no município.


Prevenção depende da comunidade


A principal medida preventiva segue sendo a eliminação de água parada, ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas entupidas e quaisquer recipientes que possam acumular água devem ser vistoriados com frequência.


Outro fator apontado como agravante é o descarte irregular de resíduos em vias públicas e terrenos baldios, o que facilita a formação de criadouros. A Vigilância reforça que os agentes de saúde estão realizando visitas com caráter educativo, orientando moradores sobre cuidados e prevenção.


A recomendação é que a população permita a entrada dos agentes e colabore com as inspeções. Segundo o órgão, o controle do Aedes aegypti depende de ação conjunta entre poder público e comunidade, especialmente diante do aumento progressivo dos focos identificados no município.

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