Marinha do Brasil amplia monitoramento da navegação da Lagoa dos Patos
Notificações recorrentes como falta do colete salva-vidas e falta da habilitação caíram consideravelmente nesta temporada.
Foto - Thiago David A Operação Navegue Seguro, feita pelo Comando do 5º Distrito Naval, até o presente momento, aponta para a conscientização dos navegadores. Notificações recorrentes durante as abordagens, como a falta do material de salvamento, ou a não presença da habilitação, não figuram entre as três multas mais frequentes da operação.
A ação teve início no dia 17 de dezembro de 2025 e se estende até 11 de março de 2026. Foram disponibilizados 92 militares para tal operação, dentre eles, 77 são da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, os outros 15 foram trazidos para suprir o contingente.
Dentre as embarcações utilizadas estão duas motos aquáticas; 5 embarcações de cascos rígidos e semirígidos; 1 LAEP; 2 DGS (600); 6 viaturas. As equipes atendem a 57 municípios da região sul do estado, distribuídos em 15 polos. Rio Grande e Pelotas são as cidades onde a operação tem maior foco, com presença recorrente do contingente, sendo a Princesa do Sul o local de maior registro de notificações.
Até o presente momento, foram registrados 178 abordagens, nas quais 12 embarcações foram notificadas pelas equipes e apenas 4 foram apreendidas. Em comparação aos dados gerais da última operação, que remete a temporada 2024/2025, os números de notificações caíram em mais de 80%, enquanto os de apreensão tiveram queda de 67%.
Conscientização dos navegadores
Foto: Thiago David
O que seriam as mais prováveis notificações, neste ano não estiveram presentes entre as três mais frequentes, dando espaço para outros procedimentos, como: casco da embarcação marcada fora dos padrões vigentes ou não marcada; documentos com validade vencida; práticas esportivas de forma não condizente com as normas.
O Capitão dos Portos do Rio Grande do Sul, Capitão de Mar e Guerra Gutemberg da Silva Ferreira, comentou que os dados da operação demonstram certa conscientização dos navegadores, “Normalmente saímos para abordar imaginando que os erros encontrados serão a falta da habilitação ou do material de salvatagem, nesta temporada os registros de tais ocorrências são pouco frequentes”.
Tal mudança reflete certo movimento de conscientização dos tripulantes, “A cada operação que se passa nós percebemos o aumento da conscientização, por meio de campanhas educacionais nós temos feito com que a população tenha consciência da importância, principalmente, do uso do colete salva vidas”, reflete o Capitão Gutemberg.
Novas embarcações mudaram o cenário das operações
Foto: Thiago David
Fabricadas no Rio de Janeiro pela empresa DGS, duas embarcações agregaram o contingente da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul para esta operação. Além delas, outras duas estão previstas para chegar ainda este ano.
As lanchas fabricadas pela DGS foram elementos essenciais para o êxito da operação. Feitas de poliuretano, as mesmas resistem a batidas em pedras, arranhões e outras ocasiões que podem afetar a integridade das ações.
Batizada de Taquari, a primeira lancha chegou em julho de 2025. O nome se deu por conta da Operação Taquari, que gerou o recurso financeiro para custear a construção de 6 embarcações DGS, das quais duas estão em Rio Grande e duas virão ainda este ano. A segunda lancha, de nome Camaquã, chegou em novembro de 2025.





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