Rio Grande tem aumento de focos do Aedes e Vigilância em Saúde pede apoio à população
Rio Grande tem aumento de focos do Aedes e Vigilância em Saúde pede apoio à população
Foto: Ficruz/Raul Santana A Prefeitura do Rio Grande, por meio da Vigilância em Saúde, divulgou na última terça-feira, 27, o terceiro Boletim Epidemiológico de 2026 com dados atualizados sobre as arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos principalmente pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, como dengue e chikungunya.
Até o momento, dez casos suspeitos de dengue foram notificados no município. Destes, oito já foram descartados e dois seguem em análise. Também estão em investigação dois casos suspeitos de chikungunya.
O documento chama a atenção para o aumento no número de focos do mosquito, que chegou a 28 registros distribuídos em diversos bairros da cidade.
No cenário estadual, o Rio Grande do Sul já confirmou, em 2026, 53 casos de dengue e três casos de chikungunya.
Focos se concentram em áreas urbanas
Os focos identificados estão distribuídos da seguinte forma:
Total de focos por localidade:
Distrito Industrial: 08
Centro: 07
Cidade Nova: 04
Quinta: 02
Buchholz, São Miguel, Prado, Linha do Parque, BGV, Trevo e FURG Carreiros: 01 em cada
Focos registrados nos últimos 30 dias:
Centro: 09
Distrito Industrial: 08
Cidade Nova: 04
Quinta: 02
Bernadeth, Buchholz, São Miguel, Prado, Linha do Parque, BGV, Trevo e FURG Carreiros: 01 em cada
As regiões do Centro e da Cidade Nova são as que devem receber maior atenção da população neste momento.
“A presença do mosquito adulto aumenta o risco de adoecimento”
A superintendente de Vigilância em Saúde, Michele Meneses, demonstra preocupação com a situação atual ao comparar os dados deste ano com o mesmo período do ano passado. “Analisando os dados até essa semana epidemiológica e comparando com o mesmo período do ano passado, já nos causa grande preocupação pelo aumento do número de focos na cidade do Rio Grande. E focos, principalmente, de mosquitos alados, ou seja, o mosquito adulto. Isso aumenta o risco de as pessoas ficarem doentes.” Segundo ela, o cenário pode favorecer o aumento de casos de arboviroses no município caso não haja a colaboração da população. “Isso traz mais risco de termos muitas pessoas com arbovirose em Rio Grande. Por isso, pedimos que a população nos auxilie nesse processo, não deixando possíveis criadouros no pátio, dentro da residência e também na rua.”
Descarte irregular de lixo agrava o problema
Outro fator que tem preocupado a Vigilância em Saúde é o descarte irregular de resíduos em vias públicas e terrenos baldios, situação que favorece a formação de criadouros do mosquito. Michele reforça que atitudes simples da população fazem diferença no combate ao mosquito. “Precisamos desse auxílio. Que as pessoas coloquem o lixo no local adequado, não descartem no ambiente, em terrenos baldios ou nas esquinas. O descarte deve ser feito nos contêineres.”
Orientação porta a porta e ações nas feiras livres
Além das ações de identificação de focos, os agentes de combate às endemias realizam um trabalho educativo permanente junto à comunidade. Durante as visitas domiciliares, orientam os moradores sobre o descarte correto do lixo, informam os dias e horários da coleta domiciliar e também da coleta de materiais inservíveis, reforçando a importância de seguir essas orientações para evitar a formação de criadouros do mosquito.
A Vigilância também tem intensificado as ações nas feiras livres do município. As equipes abordam feirantes e frequentadores com orientações sobre prevenção às arboviroses, identificação do mosquito, descarte adequado de resíduos e cuidados básicos para evitar o acúmulo de água parada.
Como prevenir
Eliminar água parada é a principal medida de prevenção. Pratos de plantas, garrafas, baldes, pneus, calhas entupidas, ralos e qualquer recipiente que possa acumular água devem ser verificados com frequência.
A colaboração da comunidade é considerada fundamental para reduzir os focos do mosquito e evitar o avanço das arboviroses no município.





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