Feira da Avenida Atlântica consolida rotina de consumo e convivência no Cassino durante o verão
Com funcionamento regular e público diverso, espaço reúne produção local, turismo e economia informal nas manhãs do balneário
Foto: José Vitor Silva/ O Litorâneo A Feira da Avenida Atlântica, localizada ao lado da Sociedade Amigos do Cassino (SAC) e próxima à Avenida Rio Grande, registrou movimento intenso na manhã desta sexta-feira, 16, confirmando seu papel como um dos principais pontos de abastecimento e circulação social do balneário durante a temporada de verão. O espaço funciona das 8h às 12h, às terças, quartas e sextas-feiras.
Com bancas de frutas, legumes, flores, artesanato, frutos do mar e alimentos preparados na hora, a feira atende tanto moradores quanto turistas que passam a integrar o cotidiano do Cassino nos meses de maior fluxo. A presença de visitantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, além de argentinos e uruguaios, é percebida diretamente no perfil do público que circula pelo local.
Feirante há gerações, Alex observa que o verão altera significativamente a dinâmica do trabalho. Segundo ele, o aumento da circulação de turistas impacta diretamente nas vendas e mantém viva uma atividade transmitida dentro da própria família. “É um trabalho que vem passando de geração em geração, e no verão o movimento cresce bastante”, resume.
Letícia, que atua na feira desde a adolescência, também aponta a sazonalidade como fator determinante. Para ela, o período entre o fim de dezembro e o auge do verão concentra o maior volume de consumidores, muitos deles veranistas que retornam todos os anos. “É um público que já conhece a feira e faz questão de voltar”, afirma.
Para quem frequenta como consumidor, a feira cumpre uma função que vai além da compra direta. André, natural de Pelotas e veraneiro no Cassino, destaca a variedade e a proximidade como diferenciais. “É um espaço que facilita o dia a dia. Dá para vir a pé, olhar os produtos com calma e resolver as compras sem depender de grandes mercados”, avalia.
Moisés, visitante recorrente do balneário e natural de Piratini, considera a feira parte do roteiro fixo durante a estadia no Cassino. “É prática, os produtos são frescos e o contato direto com quem vende faz diferença”, observa.
A diversidade também está presente entre os próprios feirantes. Carlos, peruano radicado no Brasil há mais de duas décadas, relata que o verão amplia o contato com turistas estrangeiros, especialmente de países vizinhos. “Nesta época o movimento melhora bastante e a comunicação flui, principalmente com argentinos e uruguaios”, comenta.
Com funcionamento regular e forte vínculo com o cotidiano local, a Feira da Avenida Atlântica se mantém como um espaço estratégico para a economia informal, o turismo e a oferta de alimentos frescos no Cassino, especialmente durante o período de maior ocupação do balneário.







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