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Rio Grande,15/05/2026

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Turismo no inverno: Entenda a situação dos vagoneteiros da Praia do Cassino

A tradicional atividade turística atrai milhares de pessoas durante a alta temporada, contudo, no inverno, os vagoneteiros possuem dificuldades para manter seu sustento


Turismo no inverno: Entenda a situação dos vagoneteiros da Praia do Cassino Foto: Juliana Pontes

Desde o ano de 2015, o passeio de vagoneta é considerado um patrimônio artístico e cultural do Estado do Rio Grande do Sul. A atividade ganhou o título através da sanção da Lei 406/2015, aprovada pelo governo gaúcho. O passeio de Vagoneta possibilita que turistas e rio-grandinos conheçam a extensão de cerca de quatro quilômetros de trilho de metal avançando mar adentro sobre um caminho de pedras, através de uma estrutura de madeira movida a vela e pelo vagoneteiro.

Por ser considerado um dos principais pontos turísticos da região sul, mais de 40 vagoneteiros exercem a atividade no verão. O valor do passeio custa R$70 e a vagoneta pode receber até cinco pessoas.

Contudo, com a chegada do inverno o cenário muda completamente. A vista dos Molhes da Barra, que antes era preenchida por diferentes cores das velas das vagonetas, o som dos carrinhos pelos trilhos e o intenso movimento de turistas, nos meses de maio a setembro é tomada apenas pelo som do mar e a conversa de somente dez vagoneteiros que permanecem no local na expectativa de realizarem alguma viagem.

Paulo Sidnei Figueiredo, ou Paulinho, como é conhecido pelos moradores do bairro Barra, exerce a atividade há cerca de 30 anos. O vagoneteiro relata que no inverno o movimento é muito fraco devido a baixa procura pelo passeio. “No verão a gente tem mais de 40 vagoneteiros aqui, no inverno não ficam nem dez, porque a procura é muito baixa, né? Final de semana até se consegue fazer uma ou duas viagens, mas não é sempre. Eu me mantenho com a aposentadoria e uso a vagoneta como um bico”, comenta.

Para exercer a atividade de vagoneteiro é necessário ser morador da região da 4º Secção da Barra do Rio Grande. Por ser um trabalho passado por gerações, é necessário possuir uma ‘licença’ para adquirir os carrinhos, que são vendidos pelos próprios vagoneteiros.

Atualmente, há uma Associação dos Vagoneteiros da Barra do Rio Grande que conta com cerca de 27 associados. Durante o inverno, os profissionais recebem uma bolsa-auxílio da própria associação.

Paulinho afirma que a situação é difícil, pois não há um fomento de turismo na região para esta época do ano. “A única ajuda que a gente recebe no inverno é da Associação. Eu nem sou associado, mas eles acabam me dando uma bolsa também para ajudar. Mas no geral é isso, no inverno nós somos esquecidos”, relata o vagoneteiro.


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