Direção e Banda Marcial do Lemos Júnior entram em conflito
Banda emite nota contrária a decisão da diretora de destituir todos os cargos da coordenação do grupo. Decisão foi tomada sem conversar com a banda
Reprodução / Redes Sociais A Banda Marcial Lemos Júnior, da Escola Estadual Lemos Júnior da cidade do Rio Grande emitiu uma nota oficial na noite da última quarta-feira, 15, na qual era contrária a decisão da diretora do colégio, Angela Ferreira, de destituir todos os cargos da coordenação da banda.
Conforme é descrito na nota, a diretora decidiu retirar todos os cargos da coordenação da banda sem antes dialogar com a comunidade escolar e com a própria banda. A decisão foi considerada arbitrária e parcial pelos coordenadores do grupo. Os componentes e responsáveis dizem que não querem a mudança.
O trabalho da coordenação da banda acontece há mais de seis anos de forma voluntária na escola. Em alerta, esta é uma das circunstâncias que preocupa os envolvidos, diante da dificuldade que poderá ser encontrar novos coordenadores para atuar voluntariamente e manter a banda em funcionamento.
A Banda Marcial Lemos Júnior foi criada em 1965 e foi a primeira banda estudantil do Brasil. Ela foi criada pelo maestro Jorge Schimidt e foi inspirada em uma apresentação do Corpo de Fuzileiros Navais do Rio de Janeiro na cidade do Rio Grande.
Confira a nota completa:
“A Banda Marcial do Colégio Estadual Lemos Júnior, vem por meio desta através de sua Coordenadora Sra. Ana Mariza Pimentel de Mattos e do Vice Coordenador Lucas Kila Remédios, esclarecer os verdadeiros fatos ocorridos na última terça-feira (14).
Em reunião extraordinária convocada pela atual Diretora do C.E. Lemos Júnior, Sra. Angela Cassia Salles Ferreira, ocorrida de forma arbitrária, e sem oportunidade de participação da equipe toda, foi apresentada uma ata de destituição de TODOS OS MEMBROS VOLUNTÁRIOS DA BANDA. Quando questionada sobre o motivo, alegou ter “perdido a confiança” no grupo, a partir de uma conversa de WhatsApp, onde componentes relatavam a falta de apoio por parte da Direção Escolar, e membros da Coordenação respondiam “Vamos trabalhar para calar a boca deles”.
Além disso, a reunião não contou com a participação do Conselho Escolar, do CPM, membros da comunidade escolar, da Banda Marcial, e da representação da AABMLJ (Associação dos Amigos da Banda Marcial Lemos Júnior -Utilidade Pública Lei n°5.763/2003), a ATA não foi assinada pelos presentes, pela incoerência, ficando assim invalidada.
Deixamos claro que somos 100% contrários a qualquer atitude que não vá ao encontro de nosso principal pilar: DISCIPLINA, e estamos pedindo aos componentes que mantenham a calma, e para que com união lutem a boa luta.
Nossos Advogados já estão tomando as providências legais para que o Colégio reveja as inverdades veiculadas, e reconheça que o grupo de coordenação com mais de seis anos de serviços prestados merece ser ouvido, assim como os componentes da Banda merecem um motivo plausível para a interrupção de um trabalho em pleno andamento.
Ficando a disposição de TODA COMUNIDADE para quaisquer dúvidas que possam surgir, encerramos na certeza de que a VERDADE sempre vence.”





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