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Rio Grande,20/05/2024

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Lênin Landgraf

A COP 28

Contudo, é muito difícil que tantos países cheguem a um consenso. A própria escolha do local gerou discussões.


A COP 28

Lênin Landgraf

Licenciado (FURG) e Mestre em História (UFPel)

leninplandgraf@hotmail.com


A COP 28

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023, a COP 28, é a vigésima oitava conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. A conferência é realizada anualmente desde 1992, com o objetivo de que os governos cheguem a acordos sobre políticas para limitar o aumento da temperatura global, minimizar os impactos do aquecimento global e frear as alterações climáticas. Os trabalhos desse ano tiveram início em 30 de novembro e se estendem até o dia 12 de dezembro, em Dubai.  

Contudo, é muito difícil que tantos países cheguem a um consenso. A própria escolha do local gerou discussões. Os Emirados Árabes Unidos (país anfitrião) é um grande produtor de combustíveis fósseis, um dos maiores vilões quando o assunto é aquecimento global. Falando em local, em um dos rascunhos trabalhados durante as conferências, o Brasil, mais especificamente Belém, aparece como sede da COP em 2025. 

Em outra prévia do possível texto final, liberado na manhã do dia 11, não há menção para a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, que justamente é um dos pontos mais esperados e debatidos durante toda a cúpula. Embora não mencione de forma direta tal eliminação, destaca a necessidade de reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa. 

Positivamente, o rascunho propõe também medidas para triplicar a capacidade de energia renovável em todo o mundo e dobrar a taxa média anual de eficiência energética até o final da década. Ainda, reduzir o consumo e produção de combustíveis fósseis de maneira justa, visando a neutralidade do carbono até 2050. Outra medida proposta é a redução de emissões de outros gases, como o metano, além de incentivar a eliminação gradual de subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis. 

A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que está na COP 28, marcou uma importante posição em suas declarações. Segundo a Ministra, “Os resultados precisam ser coerentes no que a ciência diz que precisamos assumir. Faz 31 anos que dizemos [que a principal causa das mudanças climáticas são] os combustíveis fósseis.” 

Marina está correta. Aprendemos na escola, pelo menos desde o início dos anos 2000, do quão prejudicial são os combustíveis fósseis para a terra. Contudo, mesmo que tal tema seja pacificado entre cientistas, políticos e grandes empresários seguem em seu lobby interminável para a continuidade da exploração deste meio energético. O que está por trás disso, evidentemente, é o lucro, que, ao que parece, está acima inclusive da garantia de que a terra não entrará em colapso. 

O meio ambiente vem dando sinais, inclusive aqui no Rio Grande do Sul e em Rio Grande, de que no ritmo em que estamos, se nada de forma prática for feito, enfrentaremos ainda nesta geração consequências jamais vistas. Pelo bem e pela sobrevivência da humanidade, é preciso colocar o lucro e a ganância de lado.



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