Mara Bainy [by Me]
As máscaras que usei
Recentemente reconheci as máscaras que uso… e foi libertador.
As máscaras que usei
Mara Bainy [by Me]
Recentemente reconheci as máscaras que uso… e foi libertador.
O psicoterapeuta suíço Carl G. Jung conceituou persona como uma “máscara social”, ou seja, uma criação pessoal e individual para se adaptar à sociedade, e que oculta o verdadeiro eu. Eu poderia trazer muitos exemplos para se entender o conceito de persona, mas sorrir quando se está triste ou negar afeto quando se quer um abraço, são os mais cotidianos e palpáveis destes exemplos.
Mas e o que isso tem a ver com meu reconhecimento?
A resposta é: Tudo.
O acontecimento que fez com que eu reconhecesse minhas máscaras, envolvia risos. Obviamente, eu estava vestida com todos meus sorrisos, mas por dentro, meu coração estava apertado e sem o brilho esperado para uma comemoração desse porte. Passada a ocasião, isolei-me em busca de respostas. Eu precisava descobrir as razões de não me transbordar em alegrias. Quando me olhei no espelho e não reconheci a mulher refletida na burlesca peça de vidro, vi que não havia genuinidade. Não era eu. Eu abaixei a cabeça, e por incrível que pareça, ri de mim mesma, pois ali, naquele momento, atestei que além de usar as máscaras sociais eu usava várias máscaras para mim mesma, e doeu pra caramba. Era isto que estava me machucando, sangrando meu coração.
Imbuída de coragem, retirei as tais máscaras e olhei, com legitimidade, para a mulher que estava escondida atrás de todas elas. Eu vi a minha dor, vi o quanto eu estava me negligenciando. Ainda vestida de coragem, a olhei olho no olho. Entendi, ou melhor, compreendi que há sim ocasiões em que precisamos usar “máscaras sociais” para o bem comum da boa vivência, no entanto, entre quatro paredes e na frente do espelho da alma, é muito importante a retirá-las para você ser você mesma.
E foi aí que me libertei!
Pude olhar para uma mulher que há muito tempo não a via da maneira como ela é de verdade. Estava tão acostumada a usar máscaras que nem sabia mais como eu era. Eu me esqueci de mim mesma. Aquele momento ajudou na minha autorreconexão. Foi como se uma espiral interna voltasse a girar dentro de mim, senti a energia fluir por todo o meu corpo, por todo o meu ser. Dominada e embebida de uma força que eu não acreditava possuir, prometi a mim mesma retirar todas as máscaras quando eu estiver sozinha em minha solitude, nunca mais irei esconder-me por detrás delas.
Máscaras sociais nos sustentam perante o mundo, mas é o verdadeiro eu que mantém nossa essência viva.





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