Adolescentes que fizeram ranking sexual no IFSul cumprirão medidas socioeducativas
Medidas incluem frequência a curso voltado à responsabilidade digital, gênero e convivência ética no ensino médio, prestação de serviços à comunidade e retratação formal
Foto: Divulgação/ IFSul Os oito adolescentes envolvidos no caso do ranking sexual de meninas no IFSul cumprirão medidas socioeducativas, segundo decisão do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS). Tal definição foi homologada pela Justiça na última quarta-feira, 27.
Os estudantes do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSul), Campus Pelotas, envolvidos no caso, terão que frequentar um curso sobre responsabilidade digital, gênero e convivência ética no ensino médio, além de prestar de serviços à comunidade e fazer uma retratação formal por meio da Promotoria de Justiça.
Trajetória do caso
O caso surgiu após a circulação, em aplicativos de mensagem, de uma “Tier List”, uma lista criada pelos adolescentes a qual classificava cerca de 30 colegas do IFSul, da mesma faixa etária, em categorias de conteúdo sexual e ofensivo.
Desde então, a Polícia Civil e o MPRS seguiram com a efetuação de diligências acerca do caso.
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul, a entidade acompanhou as medidas iniciais adotadas pela instituição de ensino, além de promover reuniões com a direção do IFSul, famílias das vítimas e dos envolvidos.
Após a finalização do procedimento policial, a Promotoria de Justiça de Pelotas convocou os envolvidos, acompanhados por seus responsáveis legais e representantes jurídicos, para ouvi-los.
Em paralelo à responsabilização dos oito indivíduos, o ministério relata que também foram articuladas ações preventivas, baseadas nas diretrizes do ECA Digital, centradas na promoção do uso responsável das tecnologias e no fortalecimento de um ambiente escolar que represente respeito e segurança.




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