Presidente da Portos RS detalha incêndio em guindaste no Porto do Rio Grande e aponta resposta rápida das equipes
Em coletiva, Cristiano Klinger afirma que foco está controlado e destaca atuação integrada no combate às chamas
Após o incêndio registrado na manhã desta sexta-feira, 24, no Porto do Rio Grande, a Portos RS realizou uma coletiva de imprensa para esclarecer os detalhes do incidente. O presidente da entidade, Cristiano Klinger, afirmou que a situação está sob controle e que não houve feridos graves, destacando a eficiência da resposta operacional.
Segundo Klinger, o incêndio teve início por volta das 9h50, durante a operação de descarga de fertilizantes do navio Longevity Diva. O operador do guindaste conseguiu perceber o foco inicial e deixou o equipamento com segurança, sendo posteriormente encaminhado para atendimento médico após inalar fumaça. “O primeiro cuidado foi com o trabalhador. Ele conseguiu sair e recebeu todo o suporte necessário”, afirmou o presidente.
O combate às chamas envolveu o Corpo de Bombeiros do Rio Grande, equipes do próprio porto e o Plano de Auxílio Mútuo (PAM). Inicialmente, o controle do fogo foi feito com apoio do navio que estava em operação, até a chegada dos bombeiros.
Estrutura do guindaste contribuiu para propagação
Durante a coletiva, Klinger explicou que, apesar de o guindaste ser majoritariamente metálico, componentes internos contribuíram para a intensidade do incêndio. “Há sistemas hidráulicos e óleo, que são inflamáveis, além dos pneus, que também pegaram fogo”, detalhou.
O incêndio ficou restrito ao equipamento e não atingiu outras estruturas do porto.
Com o foco controlado, as equipes seguem atuando no resfriamento do guindaste para evitar a reignição das chamas. A área permanece isolada, com acesso restrito às equipes de emergência.
Klinger ressaltou que não há risco de explosões ou novos focos neste momento. Também foram instaladas barreiras de contenção para evitar possíveis impactos ambientais, especialmente na água próxima ao cais.
Investigação e retomada das operações
As causas do incêndio ainda não foram identificadas. Segundo o presidente da Portos RS, a apuração será realizada após a completa estabilização da área, incluindo análise das condições de manutenção do equipamento.
As operações portuárias chegaram a ser paralisadas no momento do incidente, mas já começaram a ser retomadas gradualmente, com exceção da área afetada.
Klinger destacou que a resposta eficaz ao incidente está diretamente ligada ao preparo das equipes. “Temos protocolos de crise e realizamos simulações constantes. Isso foi fundamental para garantir o controle da situação sem consequências mais graves”, afirmou.






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