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Rio Grande,12/04/2026

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Filme rio-grandino vence principal prêmio de festival de curtas do Rio de Janeiro tornando-se elegível ao Oscar

“Grão” de Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa conquistou o Grande Prêmio da mostra Competitiva Nacional no Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro, tornando o filme rio-grandino elegível ao Oscar 2027


Filme rio-grandino vence principal prêmio de festival de curtas do Rio de Janeiro tornando-se elegível ao Oscar Foto: Divulgação

Na quarta-feira, 1°, o filme curta-metragem “Grão” do rio-grandino Gianluca Cozza e do taquariense Leonardo da Rosa saiu vitorioso na 35ª edição do Curta Cinema, o Festival Internacional de Curtas-Metragens do Rio de Janeiro, vencendo a categoria principal do evento, o Grande Prêmio da mostra Competitiva Nacional. A conquista torna a obra gaúcha qualificada à receber uma indicação no Oscar 2027 na categoria de Melhor Curta-Metragem.


O filme retrata a história da perspectiva de Leandro (interpretado pelo ator de mesmo nome, Leandro Gomes) um jovem que vive informalmente recolhendo restos de soja que acabam caindo de caminhões nas rodovias da Região Sul do Rio Grande do Sul. Com o aprofundamento da crise no Brasil, o protagonista vê seu sustento em risco e decide vagar pela noite em seu carro com o som no volume máximo na busca de companhia, porém as coisas não saem como o esperado.


A obra tem produção da empresa pelotense Saturno Filmes e de Giulia Belmonte, com financiamento da Prefeitura Municipal do Rio Grande via edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e apoio do Núcleo de Produção Audiovisual OfCine do IFRS Campus Rio Grande. O roteiro é de Gianluca Cozza, Leonardo da Rosa e André Berzagui (que também assina a montagem), a Direção de Fotografia é de Eloisa Soares, a Direção de Arte de Arthur Amaral, o som de Otávio Vassão e o elenco contou com Leandro Gomes no papel de protagonista desta história.


Com uma equipe de menos de 10 pessoas, o filme foi produzido de forma independente por um grupo de amigos apaixonados pelo cinema e que estão em sua terceira grande realização, após os curtas-metragens “Madrugada” (2022) e “Cassino” (2024). 


Segundo um dos diretores da obra, Gianluca Cozza, a idealização do projeto surge ao final de 2024 após o lançamento de Cassino, e logo iniciam-se as etapas de pré-produção. As gravações tiveram início em novembro de 2024 e se estenderam até fevereiro de 2025, com novas gravações já na pós-produção durante o carnaval. 


“Foi um filme feito sem um planejamento ou uma pré-produção muito robusta. Foi um projeto feito muito entre amigos e fora do padrão do que é uma produção, foi tudo feito de uma forma bem livre. A gente contou com o nosso ator, que foi o Leandro Gomes, que topou

fazer o projeto e que também estava fazendo o transporte, a produtora, que é a Giulia, fez também assistência de fotografia e captou som. As funções de cada um foram mexidas, buscando ter mais liberdade para fazer esse curta e ir encontrando ele ao longo do processo de produção”, comentou Gianluca.


A vitória no Rio de Janeiro


Antes da grande conquista no Curta Cinema, o filme também conquistou o prêmio Canal Brasil de Melhor Curta da Mostra Foco na 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes.


Para Gianluca, a recepção positiva nas duas premiações se deu pela fácil identificação da obra com o público. “O filme tem uma potência das pessoas se identificarem com o personagem, é uma história bem jovem", comenta.


O futuro de Grão


No momento, a equipe está em trabalho de distribuição da obra para os principais festivais do calendário brasileiro. Sobre o Oscar, Gianluca diz não estar pensando na indicação, uma vez que a produção não possui verba suficiente para uma campanha e tampouco existem negociações com distribuidoras para rodagem em outros países.


“A gente acha que o filme não tem chance para o Oscar, de nenhuma forma. Para ser selecionado precisa de uma longa campanha, de um grande investimento para fazer encontros e distribuir o filme internacionalmente, mandar para os votantes e organizar eventos que o promovam. Nossa produção é muito independente, foi feita com R$ 2 mil. Então, não cogitamos o Oscar e isso não significa que o filme é melhor ou pior”, afirma o diretor do filme. 



Para os interessados em consumir a obra rio-grandina, a equipe de “Grão” está em negociações para exibir o filme nos cinemas da cidade do Rio Grande durante o segundo semestre de 2026.


“É um filme feito por um riograndino em Rio Grande, tem muita coisa da cidade nesse filme. As pessoas do Rio Grande vão poder caçar coisas que o público de São Paulo, do Rio ou de Minas Gerais não pegam. Acho que tem certos sotaques, certas paisagens que só quem é daqui vai se conectar”, comenta Gianluca.


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