Após quase três décadas de contrato, região sul vive primeiro dia sem pedágios
Dnit passa a assumir o controle do Polo Rodoviário Pelotas.
Foto: Divulgação O contrato de concessão firmado entre o Governo Federal e a Ecovias Sul chegou ao fim às 23h59 da última terça-feira, 03. Nos primeiros minutos desta quarta-feira, 04, os cidadãos puderam experimentar uma verdadeira novidade, atravessar a praça de pedágio sem efetuar qualquer pagamento.
A Ecovias Sul esteve à frente do gerenciamento do Polo Rodoviário de Pelotas durante 28 anos. Tendo recebido a concessão em 1998 e posteriormente prolongado o fim do contrato até 2026, a empresa era responsável por cinco praças de pedágio distribuídas nos municípios do Rio Grande, Capão do Leão, Canguçu, Cristal e Pelotas.
O local que contava com a presença dos trabalhadores, amanheceu vazio. Em torno de 640 funcionários da Ecovias Sul amanheceram fora de suas rotinas. O encerramento do contrato, tão celebrado pela maioria, fica marcado pelo fim de ciclos e por incertezas as quais vêm preenchendo o pensamento dos trabalhadores.
As opiniões se dividem, enquanto uns comemoram o fim do pagamento de R$19,60, um dos mais caros do país, outros demonstram medo em relação à preservação das vias e o atendimento que por tantos anos foi prestado pela empresa.
A partir do findar contratual, quem assume o comando do Polo Rodoviário de Pelotas é o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O mesmo já contratou outras três empresas, as quais ficam responsáveis pela conservação das rodovias até o início de um novo contrato.
Os prós e contras
Em entrevista para o portal de notícias O Litorâneo, Guilherme Brolese, dono da empresa Brolese Tur Excursões, a qual oferece diversos meios de transporte, como excursões, transporte de firmas e faculdades, se mostrou não crer que os pedágios fiquem sem cobrança por um longo período: “Acredito que seja mais uma questão política, e que logo logo volte a cobrança dos pedágios”.
O mesmo demonstra ser favorável à redução da cobrança do pedágio, mas contrário à extinção do mesmo: “Para mim, a redução de valores era o necessário, porque agora, quando tivermos um acidente ficaremos dependentes do Samu, que é um serviço lento comparado ao da Ecovias”.
Durante nossa conversa, Guilherme relatou que somente no mês de fevereiro deste ano sua empresa gastou R$5800,00 nos pedágios do Polo Pelotas, valor que deixa de ser gasto, dando um “respiro” para suas finanças.









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