Do futsal do Rio Grande à Amarelinha: Atleta rio-grandina é chamada para a Seleção Sub-15
Dudinha de 14 anos participará de período de treinos em Santa Catarina e reforça a força da formação no interior do Estado
Foto: Divulgação Aos 14 anos, Eduarda Vieira de Oliveira, a Dudinha, natural do Rio Grande, foi convocada para a Seleção Brasileira Feminina Sub-15 e integrará o período de treinamentos entre 21 e 27 de fevereiro, no Centro de Desenvolvimento do Futebol, em Balneário Camboriú. A convocação, oficializada pela Confederação Brasileira de Futebol, insere a atleta no primeiro ciclo de observação da categoria em 2026.
O grupo será comandado por Beatriz Vaz e Silva, com a participação da técnica Rilany Silva na comissão, em uma etapa voltada à formação e avaliação de jovens promessas do futebol feminino nacional.
Formação que começa antes do holofote
Antes de vestir a camisa do Sport Club Internacional, Dudinha construiu seu repertório esportivo no futsal do Rio Grande. Começou aos três anos e, ainda criança, atuou em equipes masculinas, experiência que contribuiu para sua leitura de jogo e velocidade de decisão.
Passou por projetos como CR15, Grêmio Ball (onde atuou ativamente por 9 anos) e Princesas do Sul, até chegar à URFF, de Roque Gonzales, onde ampliou o protagonismo em competições estaduais e nacionais. Na Copa Santiago de Futsal Menor Sub-15, conquistou o bicampeonato invicto e marcou dois gols na final mais recente, desempenho que consolidou seu nome fora do eixo metropolitano.
O caminho até a Seleção não foi linear, tampouco imediato. Foi resultado de uma sequência de temporadas consistentes, com rendimento técnico e regularidade competitiva.
Entre dois campos
Em 2023, o Internacional iniciou o acompanhamento da atleta, oficializando o vínculo em 2025. A partir daí, Dudinha passou a dividir a rotina entre o futebol de campo e o futsal, mantendo participação ativa na URFF enquanto se adaptava à estrutura de um clube de Série A.
Essa transição revela uma característica recorrente na formação de atletas femininas: o futsal como base técnica e o campo como plataforma de projeção. No caso de Dudinha, as duas frentes seguem coexistindo.
A notícia que paralisa
A convocação foi anunciada diante do grupo de atletas e comissão técnica. O nome ecoou e, por alguns segundos, houve silêncio, pelo menos para ela.
“Quando falaram que uma das convocadas era a Dudinha eu congelei. Não estava acreditando. Na realidade, ainda não caiu a ficha. É uma mistura de emoções, só conseguia chorar de tanta emoção. O carinho que recebi de todos foi muito importante pra ver que era verdade”, relatou.
Projeção e responsabilidade
A presença na Seleção Sub-15 não representa apenas um reconhecimento individual. Para o Rio Grande, significa visibilidade em um cenário historicamente concentrado nos grandes centros. Para a atleta, é a abertura de uma etapa que exige adaptação ao nível nacional, convivência com novas metodologias e disputa por espaço.
Aos 14 anos, Dudinha deixa de ser apenas promessa regional para integrar o radar da base brasileira. O desafio agora não é provar que pode chegar, é sustentar que pertence.








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