Riograndense Futsal inicia 2026 com novas metas e ambições
Após reposicionar Rio Grande no cenário estadual em 2025, clube apresenta elenco, confirma presença na Copa Abertura da FGFS e inicia temporada entre expectativas esportivas e entraves estruturais
Foto: José Vitor Silva/ O Litorâneo O Riograndense Futsal deu início oficial à temporada 2026 na noite desta terça-feira, 03, em Rio Grande, ao reunir dirigentes, atletas e imprensa para apresentar o elenco, confirmar renovações e anunciar a participação na Copa Abertura da FGFS. O ato simbólico marca mais do que a largada de um novo calendário: representa a consolidação de um projeto que, em 2025, rompeu limites históricos e passou a ser observado com atenção no futsal gaúcho.
Vindo de uma campanha que colocou o clube entre os oito melhores da Série Ouro, com eliminação apenas nas quartas de final diante da multicampeã ACBF, o Guri Teimoso inicia o ano carregando um peso inédito: o de quem precisa sustentar o desempenho.
Outro ponto de partida
Diretor do Riograndense Futsal ao lado do técnico Max Carazzai, Marcelo Goulart reconheceu que a temporada passada alterou a forma como o clube é visto dentro e fora da quadra. Para ele, 2026 começa sob uma lógica diferente dos anos anteriores.
“O que fizemos em 2025 mudou a régua. Hoje o Riograndense é analisado como um time competitivo dentro da Série Ouro, não mais como um projeto emergente. A meta mínima é repetir as quartas de final, mas o planejamento é para ir além”, afirmou.
A ambição, segundo a direção, não nasce de promessas vazias, mas da leitura do que foi construído: arquibancadas cheias, rendimento consistente e equilíbrio diante de adversários com estruturas maiores.
Elenco mantido, ajustes pontuais
A apresentação confirmou a permanência da base do grupo que sustentou a melhor campanha da história do clube, com reforços pontuais para elevar o nível de competitividade. A estratégia foi clara: preservar identidade e corrigir lacunas.
“Não se trata de mudar tudo, mas de qualificar o que já funcionou. Os atletas que chegaram vêm para disputar espaço, aumentar a exigência interna e dar mais opções ao treinador”, explicou Goulart.
Entre os nomes mantidos estão o pivô Choko, artilheiro da equipe na Série Ouro com 12 gols, e o goleiro Kaylan, de 18 anos, que se firmou como titular em um campeonato de alto nível. Ambos simbolizam o perfil buscado pelo clube: rendimento imediato aliado à projeção.
Planejamento financeiro sob pressão
O orçamento estimado para a temporada gira em torno de R$ 161 mil, valor considerado mínimo para disputar a elite estadual. A direção confirmou a renovação da maior parte dos patrocinadores de 2025 e a chegada de novos apoios locais, além da implantação de ajuda de custo aos atletas.
“A Série Ouro exige estrutura. Conseguimos manter parceiros e atrair novos investimentos, mas seguimos buscando apoios para sustentar o calendário inteiro”, ressaltou o dirigente.
Copa Abertura e calendário antecipado
Como novidade no calendário de 2026, o Riograndense confirmou participação na Copa Abertura da FGFS, competição inédita que será disputada entre 21 de março e 2 de maio. O torneio é aberto a clubes das Séries Ouro, Prata e Bronze e surge como alternativa para ampliar o número de jogos oficiais no primeiro semestre.
A direção também planeja inserir o Sub-20 na competição, mas admite que a organização da base enfrenta entraves externos.
Impasse institucional e indefinição sobre mando
Apesar do discurso esportivo consistente, o início da temporada é atravessado por incertezas estruturais. O clube ainda aguarda retorno da Secretaria de Município do Esporte e Lazer (SMEL) para dar início às atividades da base e definir questões logísticas.
Além disso, o Riograndense vive a indefinição sobre onde mandará seus jogos em 2026, fator considerado sensível após o retorno ao Ginásio Farydo Salomão no último ano. Negociações ainda ocorrem entre clube e Executivo.
A perda da Copa dos Campeões para Santiago, atribuída pela direção à falta de apoio institucional, obrigou o clube a reestruturar todo o planejamento da temporada.
O que ficou de 2025
Mais do que resultados, a campanha passada alterou a relação do Riograndense com a cidade. Foram mais de 12 mil torcedores ao longo da Série Ouro, invencibilidade como mandante e atuações competitivas diante de equipes tradicionais como Atlântico e ACBF.
O retorno ao Farydo Salomão, palco histórico do futsal rio-grandino, foi decisivo para esse reencontro. O empate diante do Atlântico, com 3,5 mil pessoas nas arquibancadas, simbolizou uma mudança de patamar, não apenas esportiva, mas cultural.








COMENTÁRIOS