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Rio Grande,16/04/2026

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Operação El Patron III: Ministério Público cumpre 22 mandados de prisão após facção movimentar mais de R$ 107 milhões

Foram emitidos 22 mandados de prisão entre Pelotas, Capão do Leão e Camaquã


Operação El Patron III: Ministério Público cumpre 22 mandados de prisão após facção movimentar mais de R$ 107 milhões Foto: Divulgação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (GAECO/MPRS) deflagrou nesta quarta-feira, 19, a terceira fase da Operação El Patron. Depois de mais de um ano de investigação, 27 criminosos foram identificados, sendo 22 deles alvo de prisão preventiva em Pelotas, no Presídio Regional (PRP), em Capão do Leão e Camaquã. Também foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão, e sequestro judicial de oito veículos. O total movimentado desde 2024 por uma facção, que atua na região usando dinheiro do tráfico e da agiotagem para lavagem de capitais, ultrapassa R$ 107 milhões.


Além disso, cerca de 200 contas bancárias foram usadas pelos investigados, todas já bloqueadas judicialmente. A operação e a investigação são de responsabilidade do promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, coordenador do 10º Núcleo Regional do GAECO – Sul. Segundo ele, os principais alvos realizaram transações bancárias de alto valor, muitas entre contas de mesma titularidade, o que indica tentativas de dissimular a origem dos recursos. “Um dos investigados movimentou sozinho mais de R$ 8 milhões. Outro suspeito apresentou vínculos financeiros com 21 pessoas, totalizando R$ 1,4 milhão em transações. E mais nove presos, que foram transferidos nesta quarta-feira, movimentaram R$ 32 milhões”, afirmou o promotor.


Além das movimentações diretas, o GAECO comprovou a existência de relações financeiras entre os investigados, com transações que sugerem vínculos operacionais e societários. Foram identificados repasses que dificultam a identificação da cadeia financeira, mas que reforçam o aprimoramento das práticas ilícitas. A análise ainda revelou diversas conexões entre os investigados, com transações cruzadas que indicam atuação coordenada e com estrutura empresarial voltada à lavagem de dinheiro. Parte do dinheiro saía de Pelotas e era lavado em Balneário Gaivota, Florianópolis e Navegantes, em Santa Catarina; São Paulo, Santos e Ribeirão Preto, em São Paulo; e Humanitária, Amazonas.


“O grupo estruturou um sistema de lavagem de dinheiro que reaproveitava os lucros do tráfico em atividades como rifas, apostas e empréstimos clandestinos. Utilizavam até um aplicativo estrangeiro para simular operações financeiras legais, mas com juros abusivos e cobranças típicas de facções”, destacou o coordenador do GAECO no Estado, promotor André Dal Molin.


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