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Rio Grande,18/04/2024

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Marisa Martins

Laguna de Sonhos

O imaginário nunca abandona recordações agradáveis. Apega-se a elas.


Laguna de Sonhos

LAGUNA DE SONHOS

Marisa Martins

aloha.marisah@gmail.com


O imaginário nunca abandona recordações agradáveis. Apega-se a elas.


Quisera saber o porquê da sedução por lagos e rios. Talvez pela criatividade de que é feito nosso imaginário. Este nunca abandona recordações. Apega-se a elas. Torna-as prazerosas.

Lá atrás, desenhando sonhos, infantil utopia rabiscava casinha azul, janelas e portas brancas, coqueiro ao lado, montes, sol nascendo por trás, algumas gordas nuvens. E laguinho com patos, no jardim. Na frente da casinha, um rio.

Aquele era resumo da felicidade. A casa podia ter, ou não, chaminé com fumaça. Coqueiro dava lugar a árvores copadas ou com frutos. Sol, trocado por sorridente lua. Pequeno lago, porém, ali ficava.

Também o rio continuava no desenho de sonhos. Manso, águas baixas, no verão; irado, correndo forte, lambendo barrancos, nas cheias. 

Magia, fantasia, a isso me levam lagos e rios.

Foi assim encontro com a, agora, Laguna dos Patos, em Rio Grande. Repleta de sonhos na bagagem. Ela, ainda lagoa. Enfeitiçou-me. Como meu pequeno laguinho dos desenhos. Mas tão diferente, pela grandiosidade.

Era-me inimaginável que maior laguna da América Latina, carinhosamente chamada de Mar de Dentro, cobrisse de tal forma a costa da cidade, situada na margem sul do estuário lagunar. 

265 km de comprimento, 60 de largura máxima, superfície de 10.144 km quadrados, chega ao Atlântico na cidade mais antiga do RS.

Enfeita-a por 287 anos, desde o nascimento, em 19 de fevereiro de 1737, banhando outros municípios, a partir do farol de Itapuã, Viamão.   

Nem mesmo progresso que trouxe porto, casario, grandes arquiteturas, quebra harmonia entre laguna e vida urbana. Integra-se a ela.

Aliás, Rio Grande é assim. Apesar de altos e baixos, reconstrói-se, busca retomar história que a fez vibrante centro   cultural e de negócios. Chora quando sofre abalos. Mas segue firme junto a sua laguna.

Laguna dos Patos e bicentenária Rio Grande continuarão desenhando sonhos, como aqueles rabiscos infantis. Até o rio está ali. Veio das águas do Guaíba, Camaquã, São Gonçalo, formando nova geografia.

Meu imaginário é nutrido sempre, e mais, quando a realidade   evoca fantasias. Em Rio Grande redesenhei utopia infantil. Sol, verdes, às vezes, nuvens.

Mas céu límpido reflete a Laguna dos Sonhos...


P.S.: Rio Grande, no aniversário, por certo pedirá que protejam as águas de seu Mar de Dentro, como precioso patrimônio natural.


Foto: arquivo pessoal



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