Marisa Martins
Esperança e Fé
12/5/2008, Sichuan, China, terremoto magnitude 8 24/6/2026, dois terremotos na Venezuela, magnitude 7,2 e 7,5 7/7/2026, Sichuan, China, terremoto magnitude 6,8
Reúno eventos de tragédias, para enfatizar com um deles, possibilidade de união, nesta era de instabilidades, em múltiplas formas.
12/5/2008. Segunda-feira, 14h28min. Sichuan. China. Terra treme. Oito graus Escala Richter.
Estudantes assistem a aulas. Pais vão ao trabalho. Mães contemplam flores recebidas em seu dia.
De repente, tal dragão emergindo das profundidades, terra é rasgada. Escolas desabam. Ruas abrem-se. Crianças e jovens não estudarão mais. Pais não mais trabalharão. Flores despedaçam-se.
Cerca de 70 mil mortos. Milhares de feridos. Ondas do sismo propagam-se. Atingem Vietnã e Tailândia. Na China: Xangai, Pequim, Hong Kong. E mais.
China, sediando Olimpíadas 2008, recuperar-se-ia? Conseguiria abrir fronteiras para o mais democrático evento esportivo do mundo?
Estava naquele país, no dia do terremoto. Hong Kong. Pela manhã, passeio a Macau. Uma hora de barco à ex-possessão portuguesa, agora independente.
À tarde, ao embarcar em catamarã, retornando, 14h 45min, fenômeno atrai. Estacas do cais tremem. Piso move-se. Eram ondas do sismo.
Tevês noticiavam cataclisma. Edifícios foram evacuados em Hong Kong. Aeroporto fechou.
Pequim, 19/5/2008. Praça da Paz Celestial. Surpresa, adentrando nela. Centenas de pessoas ali reunidas, voltadas para amuradas da Cidade Proibida, com autoridades. Bandeiras. Emissoras de rádio e tevê.
Então, silêncio. Cabeças abaixam. Olho relógio. 14h 28 min. Naquela hora, há uma semana, China tremera.
Após três minutos, com bandeiras enroladas no corpo, brados substituíam silêncio: VAI, CHINA! VAI, SICHUAN!
Naquele momento, misturada à multidão, tive certeza de que China sairia do terror para reconstrução. Fronteiras seriam abertas. Povo, unido na dor, permaneceria unido no orgulho de se recuperar, e abrigar ideal olímpico: PAZ entre os povos.
Ainda há esperança de união entre povos, pelo que se vê, agora, nos auxílios à Venezuela.
E por nossas batalhas gaúchas em eventos de destruição e reconstrução em 2023 e 2024...
P.S: Jamais perder a esperança e a fé...





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