Marisa Martins
PEDALANDO...
A vida é como andar numa bicicleta todo tempo.
Não podemos parar de pedalar.
Dom Romani
No Brasil e no mundo, evidencia-se adesão à bicicleta como meio de transporte. Mesmo em locais com ladeiras, tais as de San Francisco, Califórnia USA. Venceram resistência, tanto por parte dos administradores públicos, quanto dos cidadãos.
Administradores raramente planejavam construção de ciclovias. Cidadãos não utilizavam o meio por comodismo, receio da perda de status ou, simplesmente, porque não havia o hábito. Preferência era pelo transporte coletivo, carro ou moto.
Veem-se, agora, homens e mulheres de qualquer atividade, pedalando ao trabalho, com naturalidade, sem constrangimento. Outros vão às compras. Mães levam filhos às creches e escolas, jovens colorem as ruas.
Exemplos da opção ciclística sucedem-se pelo mundo. Há infraestrutura nas cidades, ciclovias são sinalizadas e abrangem não só periferias, mas também áreas centrais.
Aumentam, atualmente, levantamentos sobre uso de bicicletas, no Brasil e no mundo, tal a mudança de tradições e hábitos, quanto ao meio de locomoção.
Joinville, Santa Catarina é conhecida como Cidade das Bicicletas. O uso delas é cultural. Em Afuá, Ilha de Marajó, Pará, é proibida a circulação de veículos motorizados. Só bicicletas lá rodam. São Paulo tem o maior complexo de ciclovias e de faixas do Brasil.
Florianópolis, Curitiba, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belém, Porto Alegre, são consideradas “cidades amigas de ciclistas”. No exterior, Holanda e Dinamarca vencem estatística de bicicletas per capita. Também Alemanha e França exsurgem como países de engajamento ciclístico.
Com chegada das elétricas, diminuindo esforço físico, e elas não sendo poluentes, uso tende a aumentar.
Rio Grande, município plano, tem condições de continuar a investir em faixas para as magrelas e de aumentar todo o sistema cicloviário. Cassino é exemplo, pelo expressivo número de usuários.
Gestores públicos, em geral, cada vez mais, deverão preparar centros urbanos e interior para receber o simpático veículo.
A natureza também agradece...
PS: Meu pai, há muitas décadas, utilizava sua Monark durante a semana. Carro, só aos sábados e domingos.






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