Daisy Soares
Mãe: Força sem mito
Não cabe em moldes frágeis a sua história,
Nem vive à sombra doce do ideal;
Carrega o peso exato da memória
E rompe o mito antigo e desigual.
Trabalha, erra, insiste, recomeça,
Divide o tempo em mil, sem se partir;
Entre boletos, sonhos e a pressa,
Aprende a amar e construir,
Mas sem promessa
Aprende, todo dia, a resistir.
Não é retrato santo em porcelana,
Nem voz que só consola sem cansar;
É corpo, mente, pulso, é força humana,
Que às vezes quer parar, mas segue a andar.
Ser mãe, no agora, é luta cotidiana:
Amar sem se perder, e se encontrar.







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