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Rio Grande,25/01/2026

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Marisa Martins

Caixa de Memórias

Podemos transpor para agora, texto de Olavo Bilac, inspirador de memórias. Elas afagam o coração, quando caixa que as guardam é aberta.


Caixa de Memórias

CAIXA DE MEMÓRIAS

Marisa Martins

aloha.marisah@gmail.com


Podemos transpor para agora, texto de Olavo Bilac, inspirador de memórias. Elas afagam o coração, quando caixa que as guardam é aberta.

                                      

Passadas celebrações de fim e de início de anos, não temos mais para guardar numa caixinha de memórias, todos aqueles cartões coloridos de boas-festas, para juntar aos de aniversários, nascimentos, casamentos. 


Atualmente, foram eles substituídos por mensagens digitais, que também nos afagam o coração, porém, são elas passageiras, deletáveis.


Há muito não vejo esses cartões em papelarias. Se os encontrasse, escreveria, em cada um deles, mensagens de afeto que pudessem ser guardadas e recordadas.


Em lugar de mensagens em cartões, retiro da caixa de memórias, texto de Olavo Bilac, como lembrança de algo que a tantos acompanhou: 


“Cartões de Boas-Festas... Uns, secos e frios, têm um ar vazio, de formalidade, de obrigação, de indiferença, outros, mais íntimos, trazem palavras que aquecem o coração, fazendo-o, ainda no meio de mágoa maior, desabrochar em sorrisos. 


Alguns, vindos de longe, com palavras de saudade dos amigos ausentes. Ainda, os que debaixo da banalidade de um cumprimento, escondem rancores que o tempo não acalma. E os que dizem nada. E os que dizem tudo.


Que importa? Todos eles consolam. Por mais carregada de tristeza que a alma esteja, essas saudações, que outras almas lhes enviam, formam, em torno dela, uma atmosfera doce, de carinho e de conforto.


Trocar cartões de boas-festas é, de algum modo, a afirmação desta solidariedade da vida, desta aliança perpétua entre os que vivem, os que viveram, e os que viverão. Não se está só. De outras almas te lembras e outras almas se lembram de ti.


O essencial é ser a gente lembrada!” 

Olavo Bilac – Crônicas Fluminenses, 1904, em Crítica e Fantasia. 


P.S.: Guardemos na Caixa de Memórias todos os cartões de sentimentos não deletáveis.


Foto: arquivo pessoal




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