Há 16 anos na Fenadoce, caricaturista conquista o público com arte feita ao vivo
Figuer Maia transforma traços em sorrisos e destaca o carinho dos visitantes de Pelotas como um dos motivos para retornar todos os anos à feira.
Foto: José Vitor Silva Entre os espaços da Fenadoce, um estande chama a atenção pela curiosidade de quem para pra observar cada traço ganhar forma. Há 16 edições, o caricaturista Figuer Maia faz parte da programação da feira, criando caricaturas e cartoons ao vivo com a técnica de aerografia e reunindo, diariamente, um público interessado em acompanhar seu processo criativo.
O artista é natural de Cuiabá, no Mato Grosso, hoje ele viaja o Brasil inteiro agraciando diversos municípios com a sua arte. No entanto, retorna anualmente à Pelotas com um motivo especial: a receptividade dos visitantes e o apreço pela arte encontrado na cidade.
"Eu viajo o Brasil todo, e aqui é uma das cidades que realmente tem esse olhar diferenciado para a arte. Todo mundo gosta do meu trabalho, então eu fico feliz", destaca.
Segundo Figuer, o ambiente cultural da cidade, marcado principalmente pela presença das universidades e de cursos ligados às artes, contribui para esse reconhecimento.
A relação com o desenho começou ainda na infância. Como muitos artistas, os primeiros rabiscos surgiram nos cadernos da escola, desenhando professores e colegas. O talento, incentivado por quem o cercava, acabou definindo sua profissão.
Mais tarde, em São Paulo, trabalhou com ilustração para revistas de propaganda. Foi nesse período que descobriu o universo das caricaturas em eventos, segmento que transformaria sua carreira.
"Quando descobri esse trabalho, pensei: 'é a minha cara'. Sempre gostei de desenhar cartoons, e quando faço as caricaturas as pessoas comentam, filmam, ficam acompanhando. Isso me faz lembrar de quando comecei a desenhar os gibis", conta.
Hoje, viver da arte é uma realidade consolidada.
"É o que eu mais gosto de fazer na vida. É o meu ganha-pão. Eu viajo o Brasil inteiro com isso e a minha vida é desenhar", resume.
Com talento e bom humor, o caricaturista transforma rostos em cartoons e faz da arte um ponto de encontro entre curiosidade, entretenimento e memória, conquistando visitantes de todas as idades.








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