Nova investigação dos EUA amplia insegurança e preocupação da indústria gaúcha, aponta FIERGS
Presidente Claudio Bier destaca que incerteza em relação às regras de acesso ao mercado norte-americano dificulta planejamento das empresas
Foto - Divulgação A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) recebeu com preocupação o anúncio de uma nova proposta de tarifa adicional por parte dos Estados Unidos sobre produtos importados de 60 economias, incluindo o Brasil. A medida decorre de investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301, relacionada à suposta insuficiência de mecanismos para coibir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
Para o Brasil, a proposta prevê uma sobretaxa adicional de 12,5%, que se somaria ao ambiente já adverso enfrentado pelas exportações brasileiras e gaúchas no mercado norte-americano. O presidente da FIERGS, Claudio Bier, destaca que a sucessão de investigações e anúncios de novas barreiras comerciais gera um cenário de crescente insegurança para os negócios internacionais. "A indústria gaúcha acompanha com grande preocupação mais essa proposta de tarifa adicional. A constante incerteza em relação às regras de acesso ao mercado norte-americano afeta negativamente os negócios, dificulta o planejamento das empresas e compromete investimentos de longo prazo. O que as empresas precisam é de previsibilidade para competir e gerar empregos", afirma Bier.
A entidade ressalta que o anúncio ocorre apenas um dia após a conclusão preliminar de outra investigação envolvendo o Brasil, evidenciando um ambiente de instabilidade que pode agravar ainda mais a competitividade dos produtos gaúchos nos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações industriais do Rio Grande do Sul.
Desde a adoção das primeiras medidas tarifárias pelos Estados Unidos, as exportações da indústria gaúcha para aquele mercado vêm registrando retração significativa. A eventual implementação de novas sobretaxas tende a ampliar as dificuldades enfrentadas pelas empresas exportadoras e reduzir ainda mais sua competitividade frente a concorrentes de outros países.
A FIERGS defende a intensificação do diálogo diplomático e comercial entre os governos brasileiro e norte-americano, bem como a atuação coordenada do setor produtivo para demonstrar os impactos econômicos negativos das medidas propostas sobre as cadeias produtivas dos dois países.






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