Retorno com identidade: Fábio Recife aposta na história e na base para recolocar o São Paulo no caminho do Acesso
Novo treinador do Leão do Parque destaca resgate da cultura do clube, valorização de jovens e competitividade da Terceirona Gaúcha como pilares para a temporada 2026
Foto: Acervo Pessoal / Fábio Recife Em sua primeira entrevista ao O Litorâneo após ser anunciado como técnico do Sport Club São Paulo, na última terça-feira, 28, Fábio Recife afirmou que pretende resgatar a identidade histórica do clube, valorizar a base e montar uma equipe competitiva para a disputa da Terceirona Gaúcha de 2026.
Identidade como ponto de partida
De volta ao clube após cinco anos, agora como treinador principal, Recife destacou que sua ligação com o São Paulo pode ser determinante dentro de campo. Segundo ele, o principal desafio será transmitir aos atletas, especialmente os mais jovens, o significado de vestir a camisa rubro-verde.
“O São Paulo sempre teve times aguerridos, de muita garra e entrega. Quero fazer com que o Aldo Dapuzzo volte a ser um lugar difícil para os adversários”, afirmou o treinador, ressaltando também a importância da conexão entre arquibancada e campo como diferencial histórico do clube.
Referência no acesso de 2013
Integrante da comissão técnica que conquistou o acesso à elite do futebol gaúcho em 2013, Recife relembra aquele momento como uma de suas principais referências profissionais. Para ele, o sucesso daquela campanha esteve diretamente ligado à união do grupo e à clareza de ideias.
“O que ficou foi um legado de um grupo muito fechado e comprometido. Isso é algo que quero trazer novamente, principalmente para esse elenco jovem que será formado”, destacou.
O acesso, conquistado diante do Brasil de Pelotas, marcou o retorno do clube à primeira divisão após 11 anos e segue como um dos capítulos mais emblemáticos da história recente do São Paulo.
Aprendizados recentes
Antes de assumir o comando técnico, Recife acumulou experiência como auxiliar, com destaque para o trabalho ao lado de William Campos no Inter de Santa Maria. Ele afirma que o período foi fundamental para sua evolução profissional.
“Aprendi muito, tanto nos momentos de sucesso quanto nas dificuldades. Trago uma bagagem importante para desenvolver um trabalho sólido aqui”, explicou.
Valorização da base e da “prata da casa”
Com passagem marcante pela formação de atletas, sendo um dos responsáveis pela criação da Escola Meninos do Parque, Recife não esconde a intenção de integrar jovens ao elenco principal.
“O talento não tem idade. Se o jogador tem qualidade e entende o jogo, vai ter espaço. A prata da casa rio-grandina será valorizada”, garantiu.
A experiência na base, onde coordenou o desenvolvimento de centenas de atletas, é vista como um dos trunfos do treinador para montar um grupo competitivo e alinhado com a identidade do clube.
Clássicos e competitividade na Terceirona
A edição de 2026 da Terceirona Gaúcha promete forte competitividade, especialmente na região sul, que reúne clubes tradicionais. Recife destacou a importância dos clássicos locais contra Sport Club Rio Grande e Riograndense Futebol Clube.
“São confrontos que movimentam a cidade e valorizam o futebol local. São equipes bem treinadas, com modelos de jogo definidos, e precisamos estar preparados para competir em alto nível”, avaliou.
Além dos rivais históricos, o treinador também citou o Grêmio Esportivo Farroupilha como um dos adversários que devem elevar o nível da competição.
Reconstrução e expectativa
O retorno de Fábio Recife simboliza uma tentativa do São Paulo de se reconectar com sua própria história em meio a um período de dificuldades esportivas e financeiras. Após anos de instabilidade e campanhas frustradas, o clube aposta na identificação do treinador com a instituição como um diferencial para a reconstrução.
Com o início do planejamento para a temporada, a expectativa da torcida é de que o Leão do Parque reencontre o caminho do acesso e volte a ocupar um lugar de protagonismo no futebol gaúcho.





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