Seja bem-vindo
Rio Grande,16/02/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

Projeto Pé na Areia encerra 27ª edição com certificação de 111 crianças em Rio Grande

Iniciativa da Secretaria de Meio Ambiente conclui atividades no CRAS Cidade de Águeda e reforça educação ambiental como política pública permanente no município


Projeto Pé na Areia encerra 27ª edição com certificação de 111 crianças em Rio Grande Foto: Divulgação
Publicidade

A 27ª edição do Projeto Pé na Areia foi oficialmente encerrada nesta sexta-feira, 13, em Rio Grande, com a entrega de certificados para a última das quatro turmas atendidas em 2026. A cerimônia ocorreu no CRAS Cidade de Águeda e marcou o fechamento de um ciclo que envolveu 111 crianças, de 7 a 11 anos, em atividades voltadas à educação ambiental ao longo do verão.


Promovido pela Prefeitura do Rio Grande, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas de Rio Grande (SMMA), o projeto reúne crianças atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e também participantes de diferentes bairros da cidade, além de veranistas que passam a temporada no Cassino.


Educação ambiental como prática contínua


A turma que concluiu as atividades nesta sexta-feira é formada por crianças dos CRAS Zona Portuária, Cidade de Águeda e Dra. Lúcia Nader. Ao longo das quatro etapas realizadas neste ano, os participantes foram organizados por faixa etária, nos turnos da manhã e da tarde.


Mais do que oficinas pontuais, o Pé na Areia desenvolve uma proposta pedagógica estruturada para estimular consciência ambiental, responsabilidade coletiva e conexão com a natureza. Visitas ao Parque das Caturritas, Parque do Bolaxa, Horto Municipal do Cassino e à orla da praia integraram a programação, além de palestras sobre preservação ambiental, resíduos sólidos, biodiversidade, mudanças climáticas, dengue e saúde pública.


Segundo o secretário da SMMA, Antonio Soler, o projeto cumpre papel estratégico na política municipal. “Não é apenas levar informação ambiental às crianças. É também garantir que o poder público esteja presente junto ao público atendido pelos CRAS, preenchendo lacunas históricas com políticas voltadas à infância”, afirmou.


Aprender brincando


Coordenadora do projeto há mais de 20 anos, Maria Auxiliadora destaca que a proposta vai além do conteúdo formal. “Vejo oportunidades de aprendizado, alegria e conexão com a natureza. As crianças aprendem brincando, respeitando o meio ambiente e desenvolvendo valores que levarão para a vida”, afirma.


Entre as atividades deste ano, uma oficina de confecção de cascos de tartarugas e instrumentos musicais (como tambores e chocalhos) mobilizou os participantes. Os materiais serão utilizados no desfile do bloco Ritmo do Mar, que ocorre nesta sexta-feira, 13, a partir das 18h, com saída da Casa de Cultura Francisco Bianchini, no Carnaval do Cassino.


Para Raiane Ramos, de 9 anos, a experiência foi marcante. “Aprendi sobre reciclagem, animais e natureza. O que eu mais gostei foi de fazer a tartaruga”, contou. Leonardo da Silva, de 11 anos, também destacou o aprendizado sobre preservação ambiental. “Vale a pena. A gente aprende muita coisa.”


Estrutura ampliada e novos conteúdos


A edição de 2026 trouxe mudanças estruturais e pedagógicas. O orçamento do projeto recebeu incremento superior a 20% em relação ao ano anterior. A unidade da SMMA no Cassino foi ampliada com a construção de uma área coberta exclusiva para atividades de educação ambiental (espaço inaugurado oficialmente durante esta edição) além da instalação de climatização.


O conteúdo pedagógico também foi atualizado. Jogos ambientais como o “Jogo de Memória – Licenciando e Cuidando do Meio Ambiente”, desenvolvido pela Unidade de Licenciamento Ambiental, e o “Jogo Fiscal, Infrator e Natureza”, apresentado pela fiscalização ambiental, passaram a integrar a programação. Todas as quatro unidades e as duas superintendências da secretaria participaram diretamente das atividades, abordando suas áreas específicas de atuação.


Parcerias fortalecem a iniciativa


A edição de 2026 contou com apoio ampliado de instituições públicas, acadêmicas e projetos socioambientais. Entre os parceiros estiveram o Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA), o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA), secretarias municipais, a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), por meio do CIEX e do Observatório Jurídico de Soluções Baseadas na Natureza, além de organizações como Instituto Piracema, Instituto Caminho Marinho e projetos de educação ambiental e monitoramento costeiro.


De acordo com Soler, a intenção é expandir o público nas próximas edições. “Queremos incluir pré-adolescentes, adolescentes e até adultos. Educação ambiental é um direito constitucional e deve alcançar toda a população de forma sistemática”, afirmou.

Ao concluir mais uma edição, o Pé na Areia reafirma seu papel como uma das ações contínuas de educação ambiental mais tradicionais do Rio Grande, consolidando a formação de novas gerações com foco na sustentabilidade e na responsabilidade coletiva.


Publicidade



COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.

INSTALAR