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Rio Grande,24/01/2026

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Comunidade pesqueira do Rio Grande do Sul recebe informações sobre pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas

Equipe percorreu cerca de 2.500 km, passando por Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul esclarecendo dúvidas de lideranças comunitárias, pescadores, mestres de embarcação e proprietários de barcos


Comunidade pesqueira do Rio Grande do Sul recebe informações sobre pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas Foto: Divulgação

Durante quinze dias, uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, oceanógrafos e técnicos em gestão e educação ambiental da Kaosa, instituição dedicada à conservação ambiental, percorreu o litoral do Rio Grande do Sul levando informações técnicas sobre a atividade de pesquisa sísmica da TGS na Bacia de Pelotas. Nesse período, foram percorridos cerca de 2.500 km, passando por Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul. Esses municípios, situados às margens do Estuário da Lagoa dos Patos e em sua área de influência, constituem importantes centros pesqueiros do estado, abrigando comunidades de pesca artesanal fortemente dependentes dos recursos estuarinos e marinhos adjacentes. 


Ao todo, foram contatados 186 atores sociais e 77 atores institucionais direta e indiretamente envolvidos com o setor pesqueiro da região, incluindo lideranças comunitárias, pescadores, mestres de embarcação e proprietários de barcos. Também foram realizadas reuniões com especialistas técnicos, cientistas, pesquisadores, órgãos de fiscalização e gestão ambiental, gestores públicos e representantes de organizações não governamentais. 


A iniciativa faz parte do Projeto de Comunicação Social da Bacia de Pelotas (PCS-BP), uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na região. 


"Transparência e diálogo são fundamentais para reduzir o sentimento de insegurança que a atividade de pesquisa sísmica muitas vezes gera quando não há essa comunicação, pela falta de informação. Esta ação do Projeto de Comunicação Social é uma demonstração do respeito que temos pelas comunidades e pela sociedade das localidades onde atuamos", avalia João Correa, country manager da TGS no Brasil.


Reforço da segurança da navegação e proteção da fauna marinha


A pesquisa 3D ao sul da Bacia de Pelotas foi iniciada no dia 23 de dezembro. A área da atividade fica a 94 quilômetros do município de Mostardas, no Rio Grande do Sul, em águas com profundidade mínima de 200 metros. A pesquisa é feita pelo navio sísmico Ramform Tethys, acompanhado por três embarcações de apoio.


Com o objetivo de reforçar a segurança na navegação e proteger as comunidades marítimas, a TGS, desenvolveu o aplicativo Aviso aos Navegantes. A ferramenta permite o monitoramento em tempo real das embarcações envolvidas na pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas.


O programa Pelotas Sul obteve licenciamento do Ibama em outubro e tem autorização para execução da Marinha e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Para mitigar impactos sobre a fauna marinha, especialmente aves e cetáceos, a empresa informou que, durante a temporada de maior ocorrência dessas espécies, haverá "períodos de silêncio" - intervalos de tempo durante os quais a pesquisa é pausada ou reduzida - na operação entre agosto e setembro de 2026 e entre julho e setembro de 2027.

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