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Rio Grande,08/06/2026

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TGS conclui campanha inédita de telemetria de cetáceos na Bacia de Pelotas

Monitoramento por satélite gera dados estratégicos para pesquisa sísmica e amplia conhecimento sobre biodiversidade marinha


TGS conclui campanha inédita de telemetria de cetáceos na Bacia de Pelotas Foto: Divulgação

A TGS finalizou, em novembro, uma campanha de telemetria via satélite de cetáceos de mergulho profundo na Bacia de Pelotas, cumprindo as exigências ambientais estabelecidas pelo Ibama para a realização de pesquisa sísmica na região. A ação, desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), KAOSA, Instituto Aqualie e EnvironPact, resultou em um dos levantamentos mais detalhados já realizados sobre a presença e o comportamento de grandes mamíferos marinhos na plataforma continental sul-brasileira.


Durante a campanha, as equipes registraram informações essenciais sobre os animais que transitam na área, realizando fotoidentificação, coleta de amostras de pele e gordura (blubber) e o monitoramento acústico de padrões de comunicação. No total, foram implantados transmissores por satélite em 10 cachalotes (Physeter macrocephalus) e duas baleias-piloto-de-barbatanas-longas (Globicephala melas), permitindo acompanhar deslocamentos, áreas de uso e profundidade dos mergulhos.


Segundo Laura Viana, gerente de meio ambiente da TGS, a campanha integra um esforço amplo de compreensão da biodiversidade regional e de avaliação dos possíveis impactos das atividades humanas no oceano. “Esses estudos são fundamentais para aprofundar nosso entendimento sobre as espécies e orientar tomadas de decisão ambientais mais responsáveis”, afirmou.


O country manager da empresa no Brasil, João Correa, destacou que o levantamento consolida o compromisso da TGS com a produção de conhecimento científico. Para ele, a iniciativa coloca a Bacia de Pelotas no centro de um dos maiores esforços de pesquisa em biodiversidade já realizados na plataforma continental do país.


“Poder contribuir com esse nível de estudo não é apenas cumprir uma obrigação ambiental, é participar da construção de uma base científica estratégica para proteger o ecossistema marinho. O conhecimento gerado será decisivo para orientar um desenvolvimento equilibrado e responsável na região”, concluiu.


Com os resultados, a TGS e as instituições parceiras avançam na produção de dados que servirão tanto para subsidiar a pesquisa sísmica quanto para apoiar políticas de conservação e gestão ambiental no sul do Brasil.


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