Brasil perde para a Bolívia na altitude e encerra Eliminatórias com pior campanha da história
Seleção de Carlo Ancelotti sofre primeira derrota sob comando do técnico e termina apenas em quinto lugar, com seis derrotas em 18 jogos
Foto: @rafaelribeirorio I CBF A Seleção Brasileira encerrou de forma melancólica sua participação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo 2026. Nesta terça-feira (9), o Brasil foi derrotado pela Bolívia por 1 a 0, em El Alto, a 4.088 metros de altitude, resultado que consolidou a pior campanha da história do país no torneio classificatório: quinto lugar, com 28 pontos em 18 partidas, fruto de oito vitórias, quatro empates e seis derrotas. O revés também marcou a primeira derrota de Carlo Ancelotti à frente da equipe.
O único gol da partida foi marcado de pênalti por Miguelito, jovem jogador do América-MG, clube que ocupa a 17ª colocação da Série B do Campeonato Brasileiro. A presença de um atleta que atua em uma equipe de segunda divisão nacional dando protagonismo internacional chamou atenção e evidenciou a força boliviana em seus domínios.
O jogo e os efeitos da altitude
A Seleção entrou em campo com formação alternativa, poupando titulares já pensando na preparação para a Copa. No entanto, a altitude de El Alto voltou a ser determinante. Desde o início, os bolivianos exploraram chutes de longa distância, estratégia favorecida pelo ar rarefeito, e obrigaram o goleiro Alisson, capitão do Brasil na noite, a fazer boas defesas.
O pênalti que decidiu a partida surgiu nos acréscimos do primeiro tempo, após o VAR revisar falta de Bruno Guimarães em Roberto Fernández. Miguelito converteu com precisão. No segundo tempo, o Brasil até buscou o empate, mas teve dificuldade para criar chances claras. Entradas de jovens como Estêvão e João Pedro deram mais mobilidade, mas não alteraram o placar.
Campanha histórica negativa
Apesar de já classificada para a Copa do Mundo, a Seleção encerra as Eliminatórias com desempenho preocupante. A quinta colocação representa a pior posição brasileira desde a criação do atual formato do torneio. O retrospecto, com seis derrotas, mostra fragilidade em momentos decisivos e dificuldades em jogos fora de casa, especialmente contra rivais de menor expressão no cenário continental.
Repercussão e próximos passos
Carlo Ancelotti minimizou o resultado em entrevistas após a partida, afirmando que o objetivo principal já havia sido alcançado com a classificação. Ainda assim, a derrota expôs lacunas da equipe em termos de consistência e poder de criação, além de reforçar a dificuldade crônica do Brasil em jogar na altitude.
Enquanto isso, a Bolívia comemorou o resultado que lhe garantiu vaga na repescagem para o Mundial. O feito foi celebrado pelos torcedores locais como histórico, diante de um gigante continental.
A Seleção Brasileira volta agora suas atenções para os amistosos preparatórios que antecedem a Copa do Mundo, programada para o meio de 2026, no Canadá, Estados Unidos e México. A CBF deve anunciar em breve os adversários e o cronograma de preparação, que terá como desafio principal recuperar a confiança e fortalecer o elenco após uma campanha eliminatória marcada por instabilidade.
A derrota em El Alto ficará registrada como mais um capítulo das dificuldades brasileiras em solo boliviano, mas também como um alerta: se quiser sonhar com o hexa, o Brasil precisará apresentar muito mais do que mostrou ao longo das Eliminatórias.




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