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Rio Grande,28/05/2026

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Eleições 2024: Confira a entrevista com a candidata a prefeita, Darlene Pereira (PT)

Durante o Café com Z Especial, a candidata respondeu sobre o plano de governo e o que pensa para o futuro da Cidade do Rio Grande.


Eleições 2024: Confira a entrevista com a candidata a prefeita, Darlene Pereira (PT)

Na noite de quinta-feira, 12,  O Litorâneo entrevistou a candidata à Prefeitura do Rio Grande pelo Partido dos Trabalhadores, Darlene Pereira (PT).  A entrevista ocorreu por ordem de sorteio realizado na presença de todos os representantes partidários. Durante a conversa, a candidata apresentou as propostas da chapa e suas visões sobre diversas pautas.


Confira a transcrição da entrevista.


Pergunta:

Qual é a diferença da Darlene, que se apresentou em 2020, e quem é a Darlene, que se apresenta em 2024? 


Resposta:

Primeiro, dizer que é uma satisfação poder estar aqui contigo, conversando contigo, conversando com a comunidade, esclarecendo as nossas propostas, o nosso plano de governo, porque a gente entende que esse é um espaço de construção da democracia, e quanto mais oportunidades a gente tiver de apresentar para a comunidade, para que a comunidade possa fazer melhor as suas escolhas. A Darlene de 2020 para 2024 é uma Darlene mais madura, mais tranquila, mas com a mesma determinação, com a mesma vontade que me construiu a vida inteira. A minha formação é social, eu sou assistente social de formação. Desenvolvi o meu trabalho uma vida inteira, 28 anos na Universidade Federal do Rio Grande, como assistente social, trabalhando em diferentes áreas, mas sempre com esse olhar para a comunidade. Esse mesmo olhar para a comunidade que me levou a atuar também na vida política, por entender que nós precisamos sim trabalhar pelo bem comum, pela construção do bem comum, por políticas públicas de inclusão, de desenvolvimento. para que as pessoas possam viver melhor, com mais equidade, com mais equilíbrio nas relações que se estabelecem, principalmente nas cidades. Isso me traz aqui de novo a esse desafio de poder colocar o meu nome à disposição, essa da Vene que muita gente já conhece. Em 2020, eu não era tão conhecida pela minha história na universidade, pela minha história na prefeitura, foram 28 anos de FURG. Foram oito anos de prefeitura com o governo Alexandre, onde eu atuei na chefia de gabinete, depois, nos quatro últimos anos, coordenando a gestão de programas e projetos especiais do município.


Pergunta:

Darlene, quando lançamos esse calendário de entrevistas, eu divulguei o Halley Lino de Souza como candidato do Partido dos Trabalhadores. E quem está aqui hoje na minha frente é a Darlene Pereira. O que aconteceu nesse período? O que aconteceu com essa candidatura do Halley que tanta gente fala, embora tenha sido dada uma explicação oficial, eu queria que tu falasse um pouquinho de como foi esse processo interno naquele momento que te ligaram e te disseram assim: Darlene, tu vai ter que assumir.


Resposta:


Não foi bem assim, André, não me ligaram porque eu já estava trabalhando na campanha do Halley. Eu coordenei o programa de governo, integrando oito partidos, integrando diálogos com a comunidade. Nós já vínhamos trabalhando juntos. Não foi o fato de eu não ter sido a candidata lá no início que eu não estava envolvida diretamente, porque o que a gente tem na Frente Popular é um projeto coletivo de cidade. Então, na verdade, nós estamos fazendo um revezamento, assim como a gente optou. E quando eu digo a gente, eu participei dessa discussão do Halley ser o nome desse ano, que também já estava testado, assim como eu estava testada em 24, em 2020, com mais de 34 mil votos, o Halley também em 22 foi testado com 30 mil votos para deputado. Então, a gente entendeu que aquele era o momento do Halley. Infelizmente, o Halley adoeceu, teve problema de saúde, e aqui o meu respeito e o meu agradecimento à história que o Halley  construiu até esse momento, com essa articulação, com uma frente de esquerda que nunca tinha tido na história dessa cidade, com oito partidos trabalhando integrados. Então, chegou a minha hora de dar a minha contribuição novamente. Para o que eu disse que estaria pronta, porque, como somos um projeto coletivo, como temos uma compreensão de cidade, queremos construir, sim, uma cidade para o futuro, uma cidade para a frente. Entendemos, tanto eu, quanto a Frente Popular, que eu seria o nome para representar esse projeto nesse momento.


Pergunta:

Você falou que ajudou a construir esse plano de governo que foi apresentado aqui à comunidade. É um plano bem extenso, são 99 páginas, é o maior dos planos de governo apresentados nessa etapa do pleito. E eu queria que tu destacasse um, se existe um projeto que encanta a Darlene, que motiva a Darlene a ser candidata a prefeita, qual seria esse plano dentro de todo esse projeto?


Resposta:

Então, tu falasse que é um plano de governo grande, né? E realmente ele é grande, André, porque nós construímos um processo de construção, e ele é grande e ainda está em aberto, porque nós começamos trabalhando, ouvindo primeiro internamente o Partido dos Trabalhadores, toda a sua organização interna, as secretarias do partido, as setoriais, os diferentes setores. Ampliamos isso para a escuta da comunidade, fazendo reuniões com a comunidade. Ampliamos mais ainda escutando os partidos que estavam compondo, integrando. Então, neste plano, contempla também as demandas vindas dos diferentes partidos. E, assim como ele é o maior, ele também é resultado dessa maior frente de esquerda colocada à disposição da comunidade. 


Depois ampliamos isso com o Fala Rio Grande, a criação de uma plataforma onde a comunidade contribuiu. Então, o que mais me encanta? Primeiro, começa por isso, por esse processo que eu coordenei, tive um momento afastado por questões também de saúde da família, na família, e a gente entende que os problemas de saúde têm que ser respeitados. e cuidados, e a gente torce pela boa recuperação do Halley para que ele possa estar conosco em breve, mas o que me encanta já é desde o início, desde a forma como nós começamos, mas  mais do que isso, é ver que a gente tem, a minha formação é social. Não é à toa que eu sou assistente social e optei por trabalhar a minha vida inteira nas questões sociais. Então, nós temos dentro desse programa de governo ações, conjunto de ações que envolvem a inclusão das pessoas, o desenvolvimento das pessoas. É um plano construído para que a gente possa cuidar melhor, a partir das políticas públicas, cuidar melhor da nossa comunidade.


Pergunta:

Qual é a menina dos olhos da Darlene dentro desse plano?




Resposta:

As questões sociais de educação e saúde são a menina dos meus olhos. E também, obviamente, da assistência social, mas eu entendo, André, que sem a educação, sem a qualidade da educação, a gente não consegue o desenvolvimento.


Pergunta:

Vamos nessa linha da educação, eu acho que esse tópico é muito importante, porque afinal de contas existe a questão orçamentária que envolve a questão da educação. Precisamos pagar os professores, precisamos de uma melhor reestruturação da carreira dos professores, e qual é o projeto da Darlene para isso?


Resposta:

A primeira coisa que nós precisamos retomar é o diálogo com os professores. Não só com os professores, mas com toda a comunidade escolar, e escutar esses professores. Eu tenho escutado enquanto candidata, mas quero me colocar à disposição para escutar enquanto gestora deste município, respeitando a caminhada. A gente sabe do nível de adoecimento que muitos professores vêm sofrendo, pela falta de condições, por entender a pressão de ver os seus alunos também com dificuldades. Com relação aos limites orçamentários, a gente sabe que tem, e a gente sabe que o município caiu nos índices de educação e isso trouxe prejuízos para o município, diminuiu a entrada de recursos.

Então, nós precisamos recompor a educação do nosso município e, com isso, agregar mais valor e receber, porque o MEC repassa recursos, o FNDE repassa recursos. Nós precisamos ampliar o número de vagas, ampliar a qualidade dos serviços que a gente oferece, poder, sim, recompor algumas situações salariais dos servidores, mas no primeiro momento é a escuta, é a reorganização, é a reestruturação de algumas coisas que precisam imediatamente voltar para o seu lugar. Uma delas é a qualidade do serviço que é oferecido, seja no serviço de monitoria para as crianças atípicas, que é o que eu mais tenho ouvido de demanda na educação, é essa necessidade desse cuidado com as crianças atípicas. Então, recontratação dos monitores, que já havia sido colocada no governo Alexandre, e para isso não é um grande volume orçamentário, e eu tenho dito isso, e a gente sabe fazer a conta, quando a gente saiu do governo, o orçamento era em torno de 600 e poucos milhões, hoje está em quase um bilhão. Então, a gente tem que remanejar esse recurso para atender a qualidade do ensino e discutir, sim, com os professores, a questão salarial, mas dentro dos limites que a gente vai conseguir, porque a gente sabe que, além do salário, existem outras tantas coisas que valorizam o servidor, que reconhecem e que respeitam os servidores e que é possível de ser feita neste período.


Pergunta: 

Aproveitando que tu falou de orçamento, Darlene, eu queria trazer um tema orçamentário. Tenho conversado isso com os outros candidatos. O prefeito Fábio Branco reclamou bastante, ao longo desse mandato, do déficit orçamentário que ele recebeu, a prefeitura do governo do Alexandre Lindenmeyer. A previsão orçamentária para o próximo ano é de um déficit de 96 milhões de reais. Como administrar um município com um déficit desse tamanho?


Resposta:

Que bom que fez essa pergunta, porque ninguém tinha me feito ainda essa pergunta e eu gostaria muito de falar sobre isso, porque eu estava no governo. Eu sei o que tinha, eu sei o que ficou. Nós terminamos o governo com um desencaixe de em torno de 36 milhões. E eu digo desencaixe porque foi despesas a partir da aplicação de recursos para salvar vidas. Nós estávamos em plena pandemia e nós precisávamos tomar uma atitude e  quando o atual prefeito fala que o governo estava no Serasa, que o município estava no Serasa, estava no SPC, isso não é verdade. Eu gostaria que ele provasse isso. 

É só pegar os números. Nós estávamos com alguma certidão negativada? Não, nós não estávamos com certidão negativada. Uma coisa é déficit, como é o que vai ficar, que está previsto que vai ficar da parte dele. E eu entendo que qualquer gestor tem que assumir isso, que o município é institucional. O gestor que assume tem que continuar uma gestão. Não adianta a gente ficar reclamando e falando do gestor anterior quando a gente não dá conta de fazer o serviço. E aí eu vou te perguntar, se tivesse tanta dívida, tu achas que poderíamos estar fazendo um empréstimo de 400 milhões? Se tivesse ficado dívida no Serasa, a Caixa permitiria o pagamento mensal do repasse do recurso do que já estava financiado com a Caixa Econômica Federal em reais, não em euro. 

Para a Caixa desembolsar cada pagamento mensal, é importante explicar isso para a comunidade, o município tem que estar com a certidão negativa em dia, ele não pode ter dívidas. Então, não tinha dívidas, porque o prefeito continuou recebendo esse dinheiro da Caixa, continuou pagando as obras que estavam em andamento, continuou executando as obras. Muitas das obras que hoje estão em andamento e estão sendo inauguradas são resultados daquele financiamento que a gente fez lá na gestão do Alexandre. Isso é um processo, assim como se a comunidade entender que eu possa ser a prefeita dessa cidade, eu vou continuar executando as obras que hoje estão sendo feitas, porque elas são necessárias para o município. Então, não estávamos no Serasa e a gente vai buscar recursos.


Pergunta: 

Eu queria entrar nesse tema que você começou a falar, que é a própria questão do empréstimo, desses recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento. A senhora foi gestora da Secretaria de Projetos Especiais do município do Rio Grande. Boa parte desses projetos que hoje foram aprovados na Agência Francesa de Desenvolvimento, saíram dessa pasta hoje da Secretaria de Projetos Especiais.  É um compromisso da Darlene dar seguimento a esses projetos que estão lá elencados para receber esse financiamento?


Resposta:


Certamente que sim, André, até porque aí tem um trabalho dos técnicos daquela secretaria, daquele gabinete, que são profissionais que trabalham seriamente, eu respeito, porque conheci, porque trabalhei com eles, e eu sei que tem estudos, nós já discutimos lá em 2020, A duplicação da Socoowski, por exemplo, que está prevista nesse projeto. O que me preocupa desse projeto? É que ele é indexado em euro e nós vamos ter que assumir, o município vai assumir também, pagar esta conta. Mas nós não vamos deixar de assumir isso e não vamos deixar de executar, inclusive, com a maior brevidade possível, porque a gente sabe que a cidade precisa dessas melhorias e dessa modernização. Então, é importante deixar a comunidade tranquila com relação a isso.

 Eu pretendo dar seguimento a todas as obras que estiverem em andamento, tentar acelerar o máximo possível. Não quero travar no primeiro e segundo ano para daqui a dois anos começar ela como se fosse uma coisa nova, não. Um município que tem um gestor sério tem que dar sequência ao andamento do município, independente das mudanças que ocorram. Então, a gente vai fazer isso, sim.


Pergunta:

Dando seguimento, são vários assuntos que a gente tem que falar ao longo da nossa conversa. Darlene, um deles é a mobilidade urbana. Rio Grande sofre com questões de mobilidade urbana e um dos assuntos que permeiam as duas gestões, tanto a gestão do prefeito Alexandre, quanto a atual gestão do prefeito Fábio, é a questão da licitação do transporte coletivo. Eu queria entender qual é o pensamento da Darlene para o transporte coletivo do município do Rio Grande, já que a licitação não foi feita lá no governo do Alexandre, não foi feita até o momento no governo do prefeito Fábio. Qual é o teu plano para o transporte coletivo do município?


Resposta:

Uma das coisas importantes está nesse projeto, que é melhorar o fluxo de mobilidade urbana, até para garantir melhor qualidade do transporte público. Agora, nós precisamos, sim, com urgência, licitar. E, André, quando o Alexandre saiu do governo, já estava um processo licitatório em execução, que acabou não acontecendo depois da mudança de governo. É importante que se diga isso, como é importante que se diga que na gestão do Alexandre a gente não conseguiu resolver mesmo a questão do transporte coletivo, que ela é uma questão bastante complexa, não só em Rio Grande, no mundo hoje, mas existem várias alternativas, e a gente precisa ouvir técnicos que trabalham com mobilidade urbana, ver projetos que acontecem já em outros lugares, aproveitar essa expertise. As pessoas já estão fazendo para que tenhamos um projeto adaptado também à nossa realidade do Rio Grande e  é uma situação que a gente precisa resolver, porque o trabalhador e a trabalhadora, elas precisam, elas não podem deixar e chegar em atrasados e muitas vezes perder o trabalho, ter o seu salário descontado, porque não conseguem, porque levam duas horas para chegar do Parque Marinha  aqui no centro. E a gente vive isso e sabe, tem escutado as pessoas. Então, os ônibus precisam ter acessibilidade, precisam passar no horário certo, precisam atender os seus roteiros, e a gente precisa construir isso de forma coletiva, sob comando, e aí eu quero, antes dessa diferença, sob comando e supervisão e fiscalização do Executivo.


Pergunta:

Darlene, seguindo aqui a nossa conversa, são 99 páginas de plano de governo e eu preciso saber de alguns projetos que aqui estão. Vocês falam em Rio Grande, cidade inteligente. Eu queria entender o que é essa cidade inteligente que vocês colocam aqui no plano de governo de vocês.


Resposta:

É bom falar, porque a gente usa essa expressão inteligente. Nós somos uma cidade inteligente, feita de um povo muito inteligente, mas o inteligente é com relação à informática, tecnologia de informação. Então, nós quando estávamos no governo, ficou aprovado e ficou em andamento um financiamento financiado pelo governo federal, que era o Cidades Inteligentes. O que é isso? E já está posto no município a fibra óptica, buscando ligar todos os serviços públicos pela internet para garantir a informação circular, para garantir a transparência na informação e agilidade. Essa cidade inteligente, eu quero dar exemplo, vai permitir que possamos ter o prontuário eletrônico de um paciente, que possamos ter a questão do histórico, da história escolar de um aluno, onde o pai pode ter acesso em casa da informação sobre a educação dos seus filhos. Vai permitir que o empreendedor possa saber e acompanhar o andamento do seu processo, seja de licenciamento ambiental, seja de alvará de licenciamento de início de construção de obra. 


Então, hoje a cidade está coberta por fibra óptica. Vai permitir que a gente coloque e faça cobertura do vídeo monitoramento utilizando essa mesma fibra, que é a mesma corrente de informação, que garante o fluxo dos dados. E isso vai nos permitir melhorar a segurança também da cidade. Hoje, André, como já tem essa cobertura, tem também, e eu sei que já chegaram no município, equipamentos que ainda não foram colocados à disposição dos serviços, como, por exemplo, do serviço de saúde. Mas esses equipamentos têm que ser instalados imediatamente, têm que ser capacitadas as equipes para que a gente possa botar essa cidade inteligente a funcionar nesse sentido, que dá melhor conhecimento a todos, transparência e agilidade na gestão pública, ajudando o servidor, diminuindo o esforço do servidor, e isso não é para substituir servidores, é importante, mas diminuir o esforço dos servidores e facilitar esse trabalho.


Pergunta:

Darlene, você falou já da ampla coligação feita pelo Partido dos Trabalhadores, por essa composição da Frente Popular. Como é que você imagina, se eleita fores, montar um governo, cada partido vai ter uma secretaria, isso já está combinado, isso já foi definido, e aí eu estendo a pergunta te perguntando, o modelo hoje do executivo municipal vai ser mantido, ou tu pretende criar mais secretarias, diminuir secretarias, qual é a tua ideia de formação de governo?


Resposta:

Então, num primeiro momento, a gente tem uma grande coligação cujo objetivo é eleger este projeto. Não tem nenhum acordo pré-estabelecido, não tem nenhuma negociação de secretarias. Até porque eu entendo que, primeiro, a gente precisa ganhar a eleição. Ganhar a eleição, buscar quadros que tenham, sim, o conhecimento técnico, óbvio, e aí eu não quero ser hipócrita aqui, é óbvio que nós somos seres políticos e um secretário ou uma secretária, ela tem que ter o olhar da política pública, ela tem que conhecer essa política pública, entender onde vai estar entrando. Então, assumir uma secretaria é assumir um compromisso com uma política pública. E todos que estão participando dessa coligação me conhecem muito bem para saber o que eu penso disso. Então, está tudo muito esclarecido entre nós, da discussão que a gente vai ter. É óbvio que nós vamos contemplar esses olhares e essas forças que estão coligadas. Nós vamos contemplar dentro desse olhar técnico, dentro desse olhar da política pública, a serviço da comunidade. Então, isso é muito importante que a comunidade possa saber.


Pergunta:

Dentro dessa linha, vou deixar você complementar, mas só para engatar a pergunta, dentro dessa linha, qual vai ser a sua prioridade? Não tem como a gente não olhar para o governo do Alexandre em alguns momentos. Nós tínhamos vários secretários no governo do Alexandre fora do município. A Darlene vai dar prioridade aos rio-grandinos?


Resposta:

Então, eu acho que foi ótimo tu falar isso, né? Porque o Alexandre é uma pessoa que eu gosto muito. Nós trabalhamos juntos, eu admiro. Eu tenho orgulho de ter estado ao lado do Alexandre esse tempo, mas é importante que se esclareça, porque muitas vezes, porque a gente é mulher, André, as pessoas acham que o Alexandre vai continuar, não. Este governo vai ser da Darlene e vai ter a marca da Darlene. Então, é óbvio que a gente constrói coletivamente, é óbvio que a gente pensa de forma integrada, mas a palavra final é da prefeita. E, nesse sentido, nós temos, sim, em Rio Grande, eu não estou desfazendo ninguém de fora, pelo contrário, mas nós temos em Rio Grande quadros importantes, quadros que conhecem. Nós temos conhecimento técnico e político aqui nessa cidade que a gente pode aproveitar. Não estou dizendo com isso, André, que se tiver algum quadro importante e necessário para essa cidade que tenha o conhecimento técnico, que possa agregar na construção da política pública, e que não seja daqui, que eu não possa chamar. Mas é óbvio que a prioridade vai ser dada para cá, a prioridade vai ser dada para quem tem o conhecimento técnico e o olhar político também.


Resposta:


Eu estou entrevistando uma ex-gestora da Secretaria de Projetos Especiais, e isso me leva a fazer um questionamento, Darlene. Nós vivemos, nos últimos anos, momentos muito difíceis no que tange eventos, fenômenos naturais que torturaram a nossa cidade muito forte. Foram enchentes, foram ciclones. Como é que a Darlene vê o futuro da proteção da cidade do Rio Grande contra essas crises climáticas que nós estamos vivendo?


Resposta:

Antes de entrar nessa, na pergunta anterior eu não consegui te responder ela completa, sobre a revisão da estrutura organizacional do município. É muito importante a gente fazer essa revisão. Tem mudanças que foram feitas, muitas vezes feitas no discurso da economia, que não geram economia. Nós precisamos, sim, fazer esta revisão. Já estamos, obviamente, olhando agora como é que as coisas podem e que devem ser replanejadas, reestruturadas e reorganizadas em termos de organograma de gestão. Só para te responder. Com relação às mudanças climáticas, André, a gente sabe que isso é uma coisa que começou a acontecer e não vai parar. Infelizmente, não vai parar. Então, precisamos sim preparar as nossas cidades, não só Rio Grande, mas em especial Rio Grande, para enfrentar essas mudanças climáticas. Precisamos pensar em construir uma cidade resiliente, isso está sendo discutido no mundo inteiro.

 Aliás, temos que buscar essas experiências do mundo para isso e eu tive, na enchente, infelizmente, a oportunidade de ver isso de perto. Eu digo, infelizmente, porque eu não gostaria de ter visto, não gostaria de a gente se mobilizar, e nós nos mobilizamos. Eu me mobilizei a partir do Comitê de Ação da Cidadania, que é um dos lugares que construiu a Darlene que existe hoje. Há mais de 30 anos, nós fundamos o Comitê de Ação da Cidadania, trabalhando no combate à fome, na busca à justiça social, e essa luta é uma luta que faz parte da minha vida. E, obviamente, no momento que a cidade precisou, a gente estava lá, vendo a situação e buscando ajudar as pessoas. Mas não basta só essa ajuda de solidariedade que foi necessária, que precisa ser feita. E aqui eu cumprimento toda a comunidade que se mobilizou, que é Rio Grande, ela é uma cidade solidária, o nosso povo, nossos homens e mulheres são pessoas de extrema solidariedade e sensibilidade quando a nossa gente precisa. E isso não foi diferente agora nas enchentes. Mas eu entendo que a obrigação do poder público é garantir algumas coisas a partir da política social. E o voluntário tem um limite, por exemplo, a responsabilidade do poder público é pensar a solução para proteger o entorno da nossa cidade, falando em infraestrutura. Como também falando em organização, em estrutura organizacional, a defesa civil, nestas condições, ganha um outro papel. Ela tem que ser vista de uma outra forma estratégica, ela precisa pensar e usar a inteligência, quando eu falo inteligência, é usar a informática, usar a inteligência artificial para garantir, para prevenir a ocasião desses fenômenos.


Pergunta:

Dentro dessa linha, no plano de governo de vocês, vocês falam em atração de investimentos verdes e de incentivos às práticas de ESG no ecossistema de inovação. Eu queria que tu, agregando, na verdade, ao que tu já estava falando, colocasse uma explicação do que seriam esses programas de atração de investimentos verdes, afinal de contas, isso acaba fomentando todo esse ambiente de proteção.


Resposta:

Por exemplo, a questão de energias limpas, a questão da solar, Rio Grande já teve e perdeu a questão da energia eólica, nós precisamos aproveitar e buscar dentro das nossas características. Mas o estímulo a construções com menor impacto ambiental tem a ver com isso que você está dizendo também. Mas o que eu estava te falando com relação à infraestrutura das cidades, para depois a gente entrar aí, é que nós já estamos discutindo isso. O Alexandre, no período já das enchentes, teve uma reunião com a FURG, solicitando da FURG, e nós temos que aproveitar, André, essa riqueza que é a nossa universidade, seja a FURG, seja o IFE as universidades parceiras do entorno, produzindo estudos para pensar uma cidade resiliente, para pensar uma cidade capaz de criar essa proteção. Então, já se iniciou esse estudo, nós já recebemos isso, o Alexandre recebeu e nos passou isso. A minha ideia é, assim que a gente assumir o governo, criar um comitê especial para pensar a proteção da cidade, porque nós não podemos perder essa oportunidade. Hoje, tem recurso no governo federal para a proteção das cidades, considerando, infelizmente, teve que acontecer isso, mas isso também nos permite, a gente precisa aproveitar na crise as oportunidades que surgem, mas nos permite apresentar projetos. Mas, para buscar esse recurso, a gente tem que ter o projeto. Tem que ter o projeto detalhado em condições de fazer. É um projeto para a cidade, para a nossa península, um projeto para a ilha da Torotama, que esse está mais adiantado, porque já existiam esses estudos. Na gestão anterior, nós já estávamos trabalhando, pensando na proteção da ilha, e então agora é avançar com isso, isso na parte de infraestrutura. Na parte do desenvolvimento, é apostar, é estimular, e incentivar que empresas que trabalham com energias limpas, que trabalham com questões ambientais, que possam, outras que possam diminuir, ter programas de diminuição do impacto. ambiental e aqui entra a refinaria Ipiranga, também com projetos que estão sendo buscados para isso. É uma série de ações que vão permitir que o Rio Grande possa se tornar uma cidade mais verde, vamos dizer assim.


Pergunta:

Nessa linha, entramos um pouquinho no desenvolvimento e eu preciso te fazer uma pergunta que interessa a todos os rio-grandinos. Qual é o projeto do PT, da Frente Popular, para geração de emprego e renda no nosso município? E para a atração de novos investimentos. Qual é o plano de vocês? O que vocês pretendem fazer para trazer essas empresas para Rio Grande, para que elas venham e fiquem aqui no nosso município?


Resposta:

Exato, até porque Rio Grande tem seus traumas na nossa história de ciclos. E o Polo Naval, e aqui não dá para a gente deixar de falar no Polo Naval, o Polo Naval foi uma situação mal resolvida, porque foi um ciclo que começou e não chegou a começar, e a gente sofreu esse baque. A cidade, todos sentiram. Por quê? Porque o Rio Grande se preparou, as universidades se prepararam, o IF se preparou para formar mão de obra, para formar pessoal. Então, nós temos hoje, aqui em Rio Grande, tanto a possibilidade de infraestrutura para a retomada do polo naval, como também de pessoal, pessoas capacitadas. Então, uma das formas é essa busca. E eu tenho dito isso para o Alexandre, que hoje é o coordenador da frente está coordenando essa frente nacional da indústria naval, trabalhando com toda a indústria naval nacional, no sentido da retomada da indústria nacional. Então, nós vamos continuar trabalhando nisso para atrair, porque quando você fala de polo naval, você não fala de pouca coisa de emprego, não é, André? Fala de muito emprego. Não sei se a gente vai conseguir chegar de novo a 20 mil trabalhadores como a gente teve no auge do Polo Naval.


Pergunta:

É por isso que eu te perguntei sobre empresas que venham e que fiquem, porque o Polo Naval é ciclo, a gente viu, noticiamos ontem, São José do Norte com um pouco menos de trauma do que nós passamos naquele momento do Estaleiro Rio Grande, mas o Estaleiro EBR de São José do Norte iniciou a demissão dos seus funcionários em função da falta de projetos. A gente sabe que a indústria naval ainda está engatinhando no Brasil. Então, aquelas outras atividades, aquelas outras indústrias que são mais perenes, onde vocês pretendem buscar, o que vocês pretendem buscar para trazer esses empregos para cá?


Resposta:

Por exemplo, vou te dar um exemplo da construção civil. Eu estive outro dia conversando no Sinduscom também, participamos dessa batida do Sinduscom e conversávamos sobre isso. Nós precisamos criar mecanismos que atraiam os investidores. André, para você ter uma ideia, Pelotas, na construção civil, porque a construção civil é um termômetro do desenvolvimento, ela sempre é a primeira a começar a crescer, quando o desenvolvimento está crescendo no município, e ela é a última a parar de crescer. Mas Pelotas teve um investimento no primeiro semestre de R$400 milhões na área da construção civil. Em Rio Grande, foi de R$ 80 milhões. A gente tem inveja de Pelotas, não é? Para nós, rio-grandinos. Então, por que isso? Porque a gente tem empreendimentos que estão há cinco anos querendo se instalar aqui em Rio Grande e a nossa forma interna de organização da burocracia, dos licenciamentos, tem impedido isso. Então, nós precisamos revisar o nosso plano diretor, nós precisamos criar mecanismos de sistemas informatizados que permitam agilidade e transparência nos processos de licenciamento e estimular, principalmente, criando atrativos para que o empreendedor queira produzir aqui em Rio Grande.

 Rio Grande tem um baita, olha o Cassino, é um baita potencial. Se tiver possibilidade disso acontecer, dos empreendedores virem para cá e serem bem acolhidos, e não estou dizendo aqui fazer favor nenhum, mas simplesmente acolher. Vou te dar um exemplo de nós, na época em que eu estava no GPPE, teve um momento em que as obras públicas do município geraram mais de 500 mil empregos diretos, trabalhadores contratados pelas empresas, que é cíclico, também, porque uma obra termina e acaba, mas quando tu cria um fluxo de construção, isso vai ampliando cada vez mais. Estou dando esse exemplo.


Pergunta:

Mas pegando esse teu gancho, é bom, porque tu falou do Sinduscom, e por muito tempo o Sinduscon foi um dos principais críticos à gestão do PT, principalmente, por esse fato que tu falou, que precisa da reestruturação dos processos internos da prefeitura. E aí eu te pergunto, é um compromisso da Darlene fazer essa reestruturação? de processos para tornar a coordenação e planejamento, por exemplo, mais ágil?


Resposta:

Certamente, certamente. Isso é uma necessidade que nós já vínhamos discutindo na época do governo Alexandre e criamos lá na época alguns mecanismos que não deu muito tempo de ser executado, como nós criamos a comissão especial para avaliação desses projetos, integrando os diferentes técnicos de secretarias, meio ambiente, planejamento, fazenda, mas Realmente não deu tempo, e eles têm razão na crítica que fizeram, como eles têm razão na crítica que eles fazem hoje, e nós precisamos buscar uma solução. E essa solução tem que ser buscada também ouvindo essas entidades, que são parceiras, que conhecem, eu estou falando aqui do Sinduscon, mas a gente já conversou com o Sindilojas, quero conversar com o CDL, com a Câmara do Comércio, porque quem está na vida real da cidade tem muito a contribuir, seja trazendo a sua demanda, seja nos dando sugestões de como ela pode ser solucionada. Desde que seja para o bem da cidade, para o desenvolvimento da cidade, a gente vai acolher todas essas empresas e entidades e vamos construir juntos esse Rio Grande melhor.


Pergunta:

Outro vetor de desenvolvimento é o turismo. Eu queria entender um pouquinho, qual 

é o teu olhar para o turismo no município do Rio Grande?


Resposta:

Rio Grande sempre é falado, André, como uma cidade cheia de possibilidades no turismo e nós temos um grande potencial, mas até hoje a gente não conseguiu ainda transformar esse potencial em realidade. E um dos maiores potenciais, uma das nossas maiores riquezas é a Praia do Cassino. Rio Grande é a terceira cidade atratora de turistas, ela perde para Porto Alegre para aquela região, obviamente, região de Gramado e da Serra e depois é Rio Grande. Então, nós precisamos trabalhar nisso qualificar o Cassino para o ano inteiro melhorar a infraestrutura do Cassino, estou falando no Cassino, mas não é só o Cassino, melhorar o nosso interior para o turismo rural porque nós temos potencial para isso veja a Ilha dos Marinheiros que já é hoje uma rota de turismo local as pessoas frequentam a Ilha dos Marinheiros então nós temos que criar ali condições de proteção ambiental e condições de geração de trabalho e renda para aquelas pessoas que vivem ali poder sobreviver dali assim como o centro histórico nós precisamos qualificar o nosso centro histórico nós precisamos atrair população para esse centro histórico para melhorar o comércio do calçadão que eu escutei a demanda e o sofrimento do país que a gente sabe que os comerciantes do calçadão vivem hoje, nós precisamos melhorar aquela estrutura do calçadão, porque à medida que você atrai, a partir de um evento, não estou nem falando nada do outro mundo, nada inventado, mas de um evento que você atrai a população para o centro histórico, as pessoas vão consumir aqui, vão comprar, vai movimentar o comércio, vai movimentar restaurante, lancheria, e isso vai gerar... um círculo virtuoso. Então, precisamos melhorar os nossos prédios históricos. qualificar e como é que a gente vai fazer isso? Isso é uma coisa cara, a gente sabe que não é barato. Nós podemos fazer isso com parcerias públicas e privadas. E eu quero te dar um exemplo aqui. Dois exemplos. Um que já está em andamento, que é a Rheingantz, o complexo da Rheingantz, aquele sítio da Rheingantz, que foi começado lá no governo do Alexandre, onde tem hoje o Stock Center, e tem toda aquela estrutura sendo cuidada, sendo restaurada. Já tem muita coisa feita e ainda vai ser feita mais coisas, mas nós temos do ladinho o complexo da aviação ferro, aquele sítio da aviação ferro, que precisa ser. Aquilo pode se transformar em um grande parque urbano, onde podem acontecer eventos, gastronomia, comércio de artesanato, de arte, cultura. Então, a gente precisa cuidar daquilo. De que forma? Nós temos que buscar parceria pública e privada para investir ali. O município hoje não tem, a não ser que surja um edital que possa buscar recurso, mas eu acredito que a gente pode sim trabalhar em parceria respeitando o conhecimento e aproveitando quem já trabalha nisso, quem é profissional dessa área. Passo Fundo tem, e o que o Passo Fundo tem melhor do que o Rio Grande sem desfazer de Passo Fundo? Estou falando em termos de tamanho de cidade. Então, nós temos que investir também nisso para promover desenvolvimento, para promover o turismo e para valorizar a nossa cultura, porque a gente tem tanto prazer em dizer que temos o primeiro time, a biblioteca mais antiga e tantas outras coisas, mas nós temos que provar isso na prática. E provar na prática é qualificar, é cuidar dessa estrutura patrimonial que o Rio Grande tem.


Pergunta:

Darlene, nós estamos chegando nos minutos finais da nossa conversa e eu preciso ainda tratar de um assunto contigo, que é saúde. E entender qual é a tua visão para a saúde pública do município do Rio Grande.


Resposta:

Então, que bom, né? A gente ia terminar o tempo e ia me empolgar. Educação e saúde, eu te disse lá no início que eram minhas prioridades, né? Por quê? Porque eu entendo que são as maiores dores da nossa população. A maior preocupação das famílias, e aqui eu não consegui falar sobre as mulheres, não deu tempo, mas a gente sabe que a preocupação de uma mãe é cuidar da educação do seu filho e da saúde da sua família. E a saúde no município precisa ser reestruturada. E a gente precisa olhar a saúde sob esse enfoque, da saúde, não da doença. E, para isso, nós temos um programa que eu acho que é um dos melhores programas do mundo, que é a Estratégia de Saúde da Família. E que hoje eu escuto a comunidade reclamar, eu escuto as equipes reclamarem, e nós não podemos nos desfazer, como a gente falou da questão do polo naval, Nós não podemos nos fazer de uma coisa que é boa porque não está funcionando bem. Então, nós precisamos e vamos botar a funcionar bem. Então, nós precisamos fazer uma revisão da estratégia de saúde da família, reestruturar, completar as equipes, porque essas equipes hoje não estão completas, elas não têm médico no posto, não tem o agente comunitário de saúde, que tem um papel fundamental na promoção da saúde, é a agente comunitária que vai lá na... casa da dona Maria e vai dizer para ela, olha como é que está a vacina da sua filha, está no período de vacinação, faz o acompanhamento e monitoramento das famílias. Então, todos e todas na estrutura da estratégia de saúde da família são importantes. Então, nós precisamos reestruturar, botar médico no posto, fazer a estratégia funcionar direito, cuidar da saúde, além disso, ter remédio no posto. Porque não adianta você ir lá, consultar, sair com a receita e não poder comprar o remédio. Então, tem que ter remédio no posto. E essa solução não é uma solução difícil. Porque a gente pode dizer, mas não tem dinheiro para comprar o remédio. Tem programas específicos dentro da saúde que financiam determinadas coisas. Por exemplo, tem o Mais Médicos, a gente tem que acessar isso no governo federal. Então, tem que pensar na compra coletiva de medicamentos. na forma mais, na criação, na participação em consórcios, na compra de medicamentos, que barateia esse custo. Mas indo além, eu estou falando que a saúde tem promoção, prevenção e tratamento. E nós vamos atuar em todos esses eixos. Com relação ao tratamento, uma queixa muito grande que a gente escuta é a necessidade dos exames mais especializados, a necessidade da consulta com especialistas. Nós queremos fazer um mutirão. Em seguida, que a gente entrar para limpar um pouco essa fila de demanda por médicos especializados, por exames especializados, mas já tem, o município já está cadastrado no PAC, no atual PAC do governo federal, para que possamos ter aqui em Rio Grande uma policlínica. O que é essa policlínica? Eu podia explicar no meu programa de TV, para que a comunidade saiba. É um lugar onde terão médicos especialistas, onde o médico lá do posto de saúde vai dizer, vai te encaminhar, olha, André, precisa de uma consulta com um ortopedista. Então, tu vai ser encaminhada para a policlínica, que vai ter o ortopedista, que vai ter o exame para que tu possa sair dali já, com a consulta concluída e o encaminhamento do tratamento e o acompanhamento de volta lá na estratégia de saúde da família. Tu tem o prontuário eletrônico, quando tu chegar na policlínica, o médico já sabe quem tu é e já sabe o teu problema e o que tu tem de pedido de exame.


Pergunta:

Darlene, só para a gente avançar, estamos chegando finalmente. E tem um último assunto que eu queria te perguntar. Nós estamos vendo um êxodo, vamos poder assim dizer, das nossas ilhas, da nossa zona rural, em virtude de tudo o que aconteceu nesse ano. Há um esvaziamento muito grande da zona rural. E a gente sabe da importância econômica que isso tem para o município, como que o PT enxerga trabalhar essa área?


Resposta:

Que bom que tu falou nisso, porque isso também é promoção de desenvolvimento. Tu estimular, por exemplo, a questão da agricultura familiar. E a ilha, assim, minha solidariedade ao povo da Ilha dos Marinheiros, assim como da Ilha da Torotama. Mas a Ilha dos Marinheiros, que é hoje o nosso maior produtor na cidade, é ainda a Ilha dos Marinheiros, da agricultura familiar. Então, nós precisamos estimular isso. E uma das formas de estimular é voltar o trabalho da compra do hortifruti para a merenda escolar. Nós temos hoje, André, mais de 20 mil crianças na rede pública do município. Se nós comprarmos os hortifrutis, e quando a gente começou a fazer essa política lá no governo do Alexandre, era insuficiente. Eles conseguiram vender para o município, nós ainda precisávamos buscar fora. Então, nós precisamos voltar a comprar para o próprio município. Ele pode ser indutor da política de desenvolvimento da agricultura familiar, assim como da pesca. Nós também compramos pescado para a merenda escolar. Com isso, tu integra geração de trabalho e renda, permanência dessas pessoas nos seus lugares de origem, porque elas não querem sair. Elas só saem, eu conversava com o povo da ilha da Torotama, elas só saem porque elas não têm outra alternativa.


Pergunta:

Mas a compra, tanto do pescado quanto dos hortifruti, enfim, do que vem da zona rural, parte do pressuposto que eles conseguiram plantar. O problema é que hoje o pessoal não está conseguindo plantar e o pessoal não tem dinheiro para começar o plantio. O que vocês pensam para resolver isso?


Resposta:

Existem programas, seja no Estado ou seja no governo federal, vou te dar o exemplo do PRONAF, que o município pode sim servir de articulador, de orientador, de apoio, e aí a Secretaria da Agricultura, a Secretaria da Pesca é fundamental nisso, de apoio. apoio a esse agricultor para que ele possa cessar, porque muitas vezes eles não têm nem a condição de buscar esse recurso. Seja para melhorar a sua produção, seja para garantir a retomada disso, porque bem que tu disse, os canteiros ficaram destruídos, a agricultura ficou arrasada, e um dizia para mim assim, olha, o que eu consigo plantar mais rápido é alface, e há 90 dias para poder voltar. Então a gente precisa pensar políticas de apoio a esses agricultores, como tem a questão do defeso para os pescadores, também políticas de apoio a esses agricultores para que eles se constituam e possam voltar a fazer essa produção.


Pergunta:

Nós estamos conversando com Darlene Pereira, candidata do Partido dos Trabalhadores. Darlene, nós estamos chegando no final, eu estou aqui controlando, porque a gente não pode passar dos 50 minutos, mas existe também em Rio Grande algumas outras questões que estão aí, que estão postas, que é a questão do esporte. E eu queria que tu falasse um pouquinho de qual é a política que o PT vai adotar, se eleitos forem para o Executivo Municipal, para a gente poder avançar na área do esporte.


Resposta:

Isso, faltou tanta coisa, né? Esporte, cultura, lazer. Mas o esporte é fundamental para o desenvolvimento social das pessoas, para as crianças, para o estímulo. O esporte tem a ver com segurança pública, porque à medida que você estimula o esporte, que você agrega, que você integra equipes, você ensina um novo jeito de se organizar. Então, o esporte na escola, no turno inverso, vai ser uma das coisas que a gente vai estimular. Não é uma coisa cara. Tem financiamento no governo federal para isso, como tinha mais educação, como tinha o segundo tempo. Então, a gente quer integrar o esporte, o lazer, o estímulo. Tem o centro lá, o centro, o CIE. que a gente trabalhou muito, eu fui na inauguração lá do CIE ver o quão bom é aquilo. Não fomos nós que terminamos, mas fomos nós que começamos. O resultado estimula o potencial da nossa gurizada a formar atletas. Aquilo lá existe para que a gente forme atletas profissionais.


Pergunta:

Estamos chegando ao final dessa entrevista e eu queria dizer que a partir desse momento, você tem 48 segundos para fazer as suas considerações finais com o nosso público.


Resposta:

Eu queria te agradecer, André, agradecer a audiência, queria dizer que a gente está à disposição. Eu estou extremamente empolgada com o que a gente está fazendo, com o trabalho de campanha que nós estamos fazendo, independente do resultado. Eu quero dizer que eu quero sempre estar próxima da minha comunidade, porque eu fiz uma opção por amor a essa terra. Poderia ter desistido, já estou aposentada, mas por amor a essa terra, eu estou colocando o meu nome e a minha história à disposição de Rio Grande, com capacidade e vontade de construir um futuro melhor para as nossas crianças, para os meus netos e futuros netos poderem viver melhor e ter orgulho dessa cidade. Tenho orgulho de ter uma mulher na gestão.



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