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Rio Grande,13/04/2024

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Elis Radmann

Quanto o partido importará na eleição de 2024?

A maioria do eleitorado confia na pessoa de um candidato, até olha a sua posição no jogo partidário, mas a imagem e capacidade de liderança do candidato se sobressai ao seu partido.


Quanto o partido importará na eleição de 2024?

Quanto o partido importará na eleição de 2024?


Essa é uma pergunta que está sempre presente nos processos eleitorais. O princípio é claro: os candidatos são “nomes a serviço do partido!”. Disputam o processo eleitoral por uma sigla partidária, teoricamente, representando uma pauta propositiva e princípios ideológicos. Nesta lógica, deveríamos conhecer os candidatos pelos partidos que representam. As ideias dos candidatos deveriam ser um espelho dos ideais partidários. 

Na prática, as coisas não funcionam bem desta forma, pois o reconhecimento do personalismo político dos candidatos é maior do que o propósito partidário. Em outras palavras, a maioria do eleitorado confia na pessoa de um candidato, até olha a sua posição no jogo partidário, mas a imagem e capacidade de liderança do candidato se sobressai ao seu partido.

Quando se pensa na disputa para Presidente, fica mais fácil para o eleitor identificar diferenças partidárias. Mas, quando o debate é o municipal, vale mais a reputação do candidato.

Por onde o IPO – Instituto Pesquisa de Opinião passa, questiona a população sobre a importância do partido para o processo de decisão das eleições de 2024, principalmente tendo em vista a possibilidade de haver uma tendência de nacionalização da polarização instaurada no país. Afinal de contas, as cidades terão disputadas entre direita e esquerda?

As pesquisas quantitativas e qualitativas indicam que cada caso será um caso e a tendência principal do processo eleitoral está associada à teoria do voto econômico: se o governo for bom, haverá continuidade. Se o governo for “meia-boca” ou ruim, o eleitor irá apostar na mudança. 

Os Prefeitos que usufruem de mais chances de reeleição ou de fazer seu sucessor são aqueles com índice de avaliação positiva (ótimo e bom) maior do que 50%, reconhecidos por sua integridade e com um projeto de futuro bem delineado, com a percepção popular de que “em time que está ganhando não se mexe”.

Quase metade da população gaúcha não tem ideologia partidária, não se classifica nem como de direita, nem de centro e nem de esquerda. Para esses eleitores, os partidos não trazem vantagens, não são responsáveis por nenhuma mudança significativa em sua realidade social. E esse comportamento tem prevalecido nos municípios. Metade dos eleitores considera os partidos e a outra metade está de olho no currículo e nas propostas dos pré-candidatos.

Essa tendência geral não se aplicará nos municípios onde haja candidatos competitivos de esquerda e direita, que tenham a capacidade de potencializar o cenário nacional. Temos que pensar em municípios de médio e grande porte, com maior base de universitários, funcionalismo público e setor produtivo organizado que irão motivar a polarização ideológica e a força dos partidos.

O dilema sobre a importância dos partidos políticos no processo eleitoral é um debate complexo. Em nosso sistema político, "o que deveria ser, não o é" em função do ciclo vicioso estabelecido pelo próprio sistema partidário. A estratégia da eleição é baseada na pessoa do candidato e os partidos gastam mais tempo procurando nomes competitivos do que se preocupando com o fortalecimento de seu propósito e o restabelecimento dos elos de confiança com o eleitor. Uma saga que não favorece a legitimação dos partidos políticos.



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