Daisy Soares
Autonomia de Tela
Não sigo perfis, nem lidero correntes.
O feed dita regras para mentes ausentes.
Comandar seria um fardo
Obedecer seria uma cela.
Prefiro o silêncio fora da tela.
Quero me perder onde o algoritmo não me vê,
Nas frestas da noite,
No despertar da paixão,
Onde só o meu coração crê
Na realidade carnal
Sem filtro, sem fake, só o mundo real.
E na solidão do meu quarto,
Só cabe o sentimento analógico,
Longe do mundo que se diz lógico,
Chamo por ti, tateando o escuro,
Para lembrar quem eu sou no futuro.





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