É esperança que se renova para o torcedor gremista

É esperança que se renova para o torcedor gremista

O Grêmio vence o Ceará por 2x0 na manhã deste domingo

Por William Bielenki 12/09/2021 - 16:57 hs

      Antes de soar o apito inicial, uma dose de desconfiança foi servida ao torcedor gremista, contrastando com a esperança gerada por mais de uma semana de treinamentos.

     Não era para menos. A zaga (novamente) não trazia Geromel nem Kannemann, colocando ainda mais dúvida sobre a recuperação física tricolor. Alisson como meia mais centralizado e Jhonata Robert na direita reprisavam cenários inefetivos. Lucas Silva e Diego Souza faziam questionar se não seria o momento da temporada de arriscar Villasanti e Borja, ainda que recentemente regressos de suas seleções. 

     E então o primeiro tempo começou e aos poucos Lucas Silva comandou o meio de campo, marcando forte, atento à cobertura e com lançamentos precisos que abriam espaço para o ataque e desafogavam a defesa. Ao seu lado, Alisson se movimentou perfeitamente; manteve-se próximo à bola, flutuando entre as linhas adversárias de uma extrema à outra, tentando gerar superioridade numérica. Jhonata Robert e Diego Souza foram valentes e participativos; o primeiro, antes dos gols, teria sido o responsável pela jogada então mais perigosa do time, não fosse a falta não marcada que o impediu de chegar à frente do goleiro; o segundo aproveitou ótima assistência do Alisson e fez o que dele se espera: gol.

     O segundo tempo foi bem diferente do primeiro. O Grêmio se postou mais atrás, de modo a atrair o Ceará e ganhar campo para contra-atacar. Desenrolou-se, assim, um jogo um tanto quanto moroso, mas bem administrado pelo anfitrião. E o final do jogo sem que o Chapecó tivesse de ser o melhor da partida demonstrou solidez no sistema defensivo, apesar de ausente a consagrada dupla de zaga (em tese) titular.

     Nessa partida, houve evolução na marcação alta. Por vezes, todavia, os movimentos após a retomada da bola foram imprecisos. Na proposição do jogo, parecia faltar melhor ajuste nas infiltrações. Ainda, as substituições implementadas não geraram tanto efeito prático. Que o Grêmio terminasse com três volantes e três atacantes, mas que tentasse manter o sistema da primeira etapa um pouco mais, pois estava dando certo. Assim, Borja para a saída do Diego Souza e o ingresso de Villasanti e Campaz nos lugares de Lucas Silva e Jhonata Robert, respectivamente (com o colombiano na função do Alisson e este deslocado à direita), teria sido uma boa alternativa - o que inclusive daria mais ritmo ao camisa 7. Depois de um tempo, considerando o desgaste, o Ferreira e o Alisson poderiam ser sacados - como o foram - para a entrada do Fernando Henrique e do Léo Pereira (ou Éverton e sua nova chance), finalizando com a mesma proposta intentada pelo Felipão.

     Com o final da partida, a balança pendeu para os pontos fortes apresentados, a vitória veio e a desconfiança foi afastada. É esperança que se renova para o torcedor gremista.



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