É tempo de repetição no Beira-Rio

É tempo de repetição no Beira-Rio

Análise da vitória do Internacional contra a Chapecoense

Por William Bielenki 24/06/2021 - 23:39 hs

    Diego Aguirre iniciou seu segundo trabalho no Internacional potencializando o que fez o interino Osmar Loss: apostou na qualidade dos jogadores de meio-campo do elenco colorado. Desse modo, o 4-3-3 de Ramírez se transmudou em 4-1-3-2 com Loss e chegou ao 4-1-4-1 do jogo desta quinta-feira contra a Chapecoense. Após tantas mudanças, parece que agora o caminho é a repetição.

    A saída de Thiago Galhardo permitiu a permanência de Yuri Alberto na função que melhor desempenha -  de centroavante -, ao passo que a entrada de Caio Vidal pelo lado direito alongou ainda mais a linha média e concedeu maior velocidade (e precisão) nos movimentos anteriores e posteriores à retomada da posse de bola. Sem dúvidas que o time ficou mais dinâmico dessa forma, tanto que ambos os gols colorados foram oriundos de retomadas seguidas de transições rápidas e fulminantes. Os tentos foram anotados justamente por Caio e Yuri – acredito que não foi coincidência.

    E aqui, faço menção ao Patrick, pois quem interceptou a linha de passe adversária no primeiro gol e executou muito bem (o drible e) a assistência que conduziu ao segundo. Se ainda oscila, essas jogadas relembram sua importância para o time. 

    No segundo tempo, (novamente) o rendimento do Internacional caiu, ao meu sentir em razão de sua capacidade física (assunto que deve permanecer em voga no Beira-Rio com a assunção da pasta pelo já questionado Fernando Piñatares), permitindo ataques perigosos à Chapecoense, principalmente mediante lançamentos para a área alvirrubra - o gol dos catarinenses é anotado dessa forma, inclusive. Importante anotar, todavia, que ainda assim o Colorado se manteve com boa postura, acabando por desperdiçar significativas chances de matar o jogo.

    Mantendo nas próximas partidas a atuação dinâmica, concentrada e efetiva da primeira etapa de hoje, creio que o Internacional cresça, ainda mais com o necessário acréscimo do zagueiro Bruno Méndez ao elenco, pois a posição era carente em número de peças. Por isso, chega de testes já confirmados ruins; é tempo de repetição no Beira-Rio.



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