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Rio Grande,19/06/2024

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Marisa Martins

CHEIAS E GLACIARES (Desastre anunciado)

“(...)O mundo teve, em 2015, o ano mais quente já registrado. Nossa filmagem mudou-se para a parte mais ao sul do planeta para achar neve (...)” – DiCaprio ao receber o Oscar por “O Regresso”.


CHEIAS E GLACIARES (Desastre anunciado)

CHEIAS E GLACIARES

(Desastre anunciado)

Marisa Martins

aloha.marisah@gmail.com 


“(...)O mundo teve, em 2015, o ano mais quente já registrado. Nossa filmagem mudou-se para a parte mais ao sul do planeta para achar neve (...)” – DiCaprio ao receber o Oscar por “O Regresso”.


Escrevi esta crônica em 2015. O título - GLACIARES: Até quando? – pouco preciso alterar. É resposta a questões atuais. Preciso, sim, chamar atenção para o novo título. Completa, por si só, a discurso do ator.

Em 2009, navegando pela costa do Alasca, surpreendeu   quantidade de blocos de gelo boiando no Pacífico. Os icebits. 

Surpreendeu, também, quão sem neve estavam cadeias de montanhas, e diminuição de glaciares – camadas de gelo compactado ao longo de centenas de anos -. Estes se movem lentamente até o mar. 

Entrementes, estudiosos pesquisavam elevação das águas dos oceanos Ártico e Pacífico e de rios interiores, encobrindo partes de aglomerados populacionais. O fenômeno, fruto do descongelamento, pelo aquecimento global, refletia-se na região polar norte.

Há dez anos, ainda vi mais de um glaciar chegando às águas do Canal de Beagle, na Patagônia, entre Punta Arenas, Chile, e Ushuaia, Argentina.

Na majestosa Avenida dos Glaciares, como chamam parte do trajeto, resta, agora, apenas um glaciar derramando-se no Beagle. O Holanda.

Se DiCaprio foi sincero, como defensor da natureza, valeu. É formador de opinião. Com “O Regresso”, e discurso ecologicamente correto, pode influenciar quem tem poder de decisão sobre questões climáticas.

“É a ameaça mais urgente à nossa espécie e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar. Precisamos apoiar os líderes que não falam pelos grandes poluidores e grandes corporações, mas que falam por toda a humanidade” – disse ele.

Não será tarde para ações? Será que verei, ainda, mais gelo acumulado e não derretido? Diminuirá aquecimento das correntes marítimas?

Até quando, em todo o mundo, glaciares resistirão? Até quando?

Até quando, nós no sul, precisaremos viver e sofrer desastres como enchentes de 2023 e, agora, de 2024? Até quando?

Desastres anunciados...


P.S.: “Precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar...” Leonardo di Caprio


Foto: Glaciar no Alasca

Arquivo pessoal




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