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Rio Grande,21/05/2024

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Ique de la Rocha

A luta pelo Polo Naval

STIMMMERG insiste por mais serviços e empregos nos estaleiros.


A luta pelo Polo Naval

Ique de la Rocha


A luta pelo Polo Naval

STIMMMERG insiste por mais serviços e empregos nos estaleiros.


A grande imprensa brasileira tem dedicado especial atenção à Petrobras, especialmente à real possibilidade de haver uma mudança no comando da poderosa estatal, com a saída do seu atual presidente. 

A troca de comando poderá agilizar a retomada dos estaleiros. Quem disse isso foram os comentaristas da Globo News. Segundo eles, um dos descontentamentos do presidente Lula refere-se à demora na retomada da indústria naval brasileira e a Petrobras é fundamental nessa pretensão, uma vez que haverá necessidade de encomenda de expressivo número de plataformas de petróleo e os módulos poderão ser feitos no Brasil.

Como salientou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio Grande e São José do Norte, Benito Gonçalves, em carta aberta encaminhada ao presidente da República, “o reaquecimento do setor naval irá acelerar o desenvolvimento regional, no Sul, no Sudeste e Nordeste do País, como já aconteceu nos seus governos passados”.


A carta ao Presidente

A carta aberta encaminhada ao presidente Lula já repercutiu junto ao Governo Federal, na Frente Parlamentar em Defesa do Polo Naval, liderada pelo deputado Alexandre Lindenmeyer, com o senador Paulo Paim e também na imprensa do centro do país. O respeitado site especializado nas áreas de petróleo e gás, o Petronotícias, destacou a iniciativa do STIMMMERG.

Coincidência ou não, dias após o encaminhamento da carta, a Frente Parlamentar esteve com o presidente Lula. Graças ao encontro e ao interesse demonstrado pelo presidente da República no assunto, as esperanças se renovam com relação à movimentação em nossos estaleiros.


A carta ao Presidente (II)

Eis o teor da carta aberta do STIMMMERG ao presidente Lula, assinada pelo presidente do sindicato, Benito Gonçalves:

“Nós, trabalhadores metalúrgicos das cidades do Rio Grande e São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul, nos dirigimos à Vossa Excelência para pedir ajuda ao nosso grande líder e colega de profissão, o que muito nos orgulha, na esperança de que o Governo Federal olhe para os estaleiros da região.

Sempre que o senhor ocupou a Presidência da República fomos felizes e temos a certeza que todo o povo brasileiro. O Brasil vivia a pleno emprego, as pessoas mais necessitadas deixaram a linha da miséria. Não vimos mais pessoas procurando comida nas lixeiras, o pobre melhorou de vida e a verdade é que todo mundo ganhou dinheiro, pois os governos do PT foram para todos. 

Se temos hoje uma oposição raivosa é porque, historicamente, nosso país sempre teve grupos que se acostumaram a viver em cima da miséria dos outros e sempre se acharam superiores. Essa gente não suportou ver os pobres frequentando os mesmos restaurantes que eles ou, nos semáforos, parando ao lado de carro novo. 

O Governo Lula se caracterizou pela geração de emprego e renda, por melhores salários e a criação de oportunidades para todos. Por tudo isso, é em nosso líder que depositamos confiança. 

Hoje, depois de termos construído plataformas de petróleo com a mesma competência que em qualquer outro lugar do planeta e, inclusive, termos consertado embarcações que vinham com defeito dos estaleiros asiáticos, estamos vivendo à mingua e na incerteza com relação a novos projetos. 

Temos em São José do Norte um estaleiro prestes a encerrar um contrato sem perspectiva de outro, enquanto na cidade do Rio Grande o estaleiro com grande potencial, que possui o maior dique-seco da América Latina, vive às custas de pequenos reparos, sem perspectiva alguma de contrato.

A incompetência ou a má fé dos últimos governos, que se beneficiaram de um golpe para chegar ao poder, provocou uma grande crise na economia local e regional. O fechamento de inúmeros estabelecimentos comerciais, o desemprego, a criminalidade, a drogadição e a prostituição foram aprofundadas nos últimos anos. Inclusive, estes maus governantes se aproveitaram para mudar a legislação trabalhista com o objetivo de acabar com os sindicatos e enfraquecer ainda mais o poder de negociação dos trabalhadores.

Nos ajude, Senhor Presidente! A categoria metalúrgica deposita muita esperança no seu governo. Jamais esqueceremos que na época do PT chegamos a ter 24 mil trabalhadores no Polo Naval e isso representou um período de desenvolvimento que toda a comunidade da região se beneficiou.

A indústria naval brasileira já provou sua capacidade. Fazemos qualquer tipo de navio, até mesmo para a Marinha do Brasil, como o submarino nuclear. 

Basta trazer para cá os contratos que hoje são levados para o exterior. O reaquecimento do setor naval irá acelerar o desenvolvimento regional, no Sul, no Sudeste e Nordeste do País, como já aconteceu nos seus governos passados.

Solicitamos providências nesse sentido e agradecemos, desde já, a atenção e o empenho para o atendimento à nossa solicitação. A classe metalúrgica e o Brasil confiam no Senhor”.


Contatos com a coluna pelo email: iquedelarocha@gmail.com



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