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Rio Grande,18/04/2024

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Ique de la Rocha

Quem sabe tudo melhora em 2024?

Nossa esperança é que o Governo Federal consiga movimentar a economia.


Quem sabe tudo melhora em 2024?

Ique de la Rocha


Quem sabe tudo melhora em 2024?

Nossa esperança é que o Governo Federal consiga movimentar a economia.


Antigamente a gente procurava nos jornais. Agora as ofertas de imóveis estão na internet, aliás, como praticamente tudo, e ontem constatei uma série de lançamentos imobiliários em nosso município, mas todos para o Cassino. A impressão é que a área central da cidade não existe mais para o poder público, nem para os empreendedores. O Cassino vem sendo tratado com o carinho que merece, enquanto o restante do município também deveria receber o mesmo carinho, mas não se vê nenhum esforço para embelezar a cidade, alguma obra de porte. Pelo contrário, o que mais se nota é o capinzal tomando conta de nossas ruas.

Hoje é terça-feira, mas tanto faz. Poderia ser quarta, quinta, sexta que o movimento nas ruas é pequeno. A Silva Paes, antes tão movimentada nos dias de semana, mais parece um sábado à tarde, mesmo sendo dia útil. Em boa parte do dia e da noite a praça Tamandaré, que era cercada por ônibus, hoje tem um ou outro coletivo estacionado. De positivo, é que agora quem transita pela 24 de Maio pode enxergar o interior da praça, pois antes os veículos estacionados impediam a visualização, mas a situação revela que tem bem menos ônibus circulando na cidade, o que é confirmado pelos usuários, cansados de reclamar das más condições do nosso transporte coletivo, cuja tarifa passou para R$ 5,50 neste último domingo. 

A própria 24 de Maio, entre a Vice-Almirante Abreu e Barão de Cotegipe, tem mais lojas fechadas que abertas e os comerciantes reclamam que a mudança da Rodoviária para a Junção reduziu a circulação de pessoas. 

Lembro do grande movimento que havia também na Marechal Floriano. Era gente fazendo compra e outros indo aos bancos. Hoje nossos estabelecimentos bancários estão limitados ao Banrisul, Caixa Federal, Banco do Brasil, Santander, Itaú e Bradesco. Até os anos de 1990 tinha muito mais: Sudameris, Real, Unibanco, Francês e Brasileiro, Caixa Estadual, Mercantil de São Paulo e outros. E com as novas tecnologias cada vez menos as pessoas precisam ir aos bancos.

Ainda na Marechal Floriano, havia na esquina da Zaloni a Livraria do Globo. No meio da quadra várias lojas lado a lado, como a Casa dos Amadores, Casa Renner (loja rio-grandina de confecções do “seu” Carosiello e depois do Ronaldo Kupski), a Casa Colombo (loja de confecções do “seu” Emílio Tosi), e a representação da empresa aérea Rio-Sul (empresa regional da Varig, cujo representante era Domingos Ramos). Os prédios que abrigavam essas lojas foram postos abaixo e hoje viraram estacionamento, enquanto a Marechal perdeu muito de seu movimento. Já a Rio-Sul, que tinha linha aérea diárias entre Rio Grande e Porto Alegre não existe mais, nem os voos.

Ainda dizem que as lojas físicas irão desaparecer, ou uma parte delas.

As coisas mudam com o tempo. A cidade está parada, é verdade, mas semana passada passei a tarde em Pelotas, que é um centro comercial regional sempre movimentado, e tive a mesma impressão. A “Princesa do Sul” parecia devagar, tanto na movimentação de pedestres como na de veículos. A partir das 17h, com a saída dos colégios e a aproximação do horário de pique, foi que pude constatar o aumento no movimento.

Nossa esperança é que o Governo Federal consiga movimentar a economia e gerar empregos. Fala-se que a reforma tributária vai estimular os empreendimentos, existe um plano para a reindustrialização do país, além das obras do PAC. Alguns investimentos externos já estão acenando para o Brasil. Para nós, rio-grandinos, o prometido ressurgimento do Polo Naval já será uma alavanca importante para o nosso desenvolvimento. 

Quem sabe até o segundo semestre de 2024 teremos boas notícias a respeito e que a indústria naval se torne realidade, com repercussão positiva na movimentação do comércio, na geração de emprego, renda e em novos empreendimentos imobiliários que os rio-grandinos tanto precisam?


Contatos pela coluna através do email: iquedelarocha@gmail.com



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