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Rio Grande,20/05/2024

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Elis Radmann

Como o brasileiro olha para a economia do Brasil?

No sistema de crenças da população, a economia vai mal.


Como o brasileiro olha para a economia do Brasil?

Como o brasileiro olha para a economia do Brasil?


O ano mal começou e as pesquisas de opinião “estão a mil”, monitorando a percepção da população sobre diversos temas que fazem o nosso dia a dia, especialmente os relacionados à tendência da economia, que atinge o comportamento de consumo do brasileiro, como a última pesquisa Quaest realizada no final de 2023.

Quando a pergunta é sobre aumento de preços, 58% dos entrevistados afirmaram que as contas fixas subiram, sendo que 48% reconheceram aumento na área de alimentos e 36% nos combustíveis. Essa percepção está para além do Presidente em exercício, pois no final do ano de 2022, no governo do Presidente Bolsonaro, a percepção de aumento também vigorava.

Quando se aprofunda a pesquisa, avaliando a expectativa sobre áreas da economia como inflação, os indicadores mostram que 47% temem que irá aumentar, 30% esperam que continue da mesma forma e 20% confiam na melhora do cenário, na diminuição da inflação. Lembrando que sempre há os que não sabem avaliar, neste caso, 3%.

No questionamento sobre o desemprego, o cenário de avaliação não muda muito: 37% têm expectativa negativa em relação às oportunidades de emprego, não acreditando que o país voltará a crescer. Inclusive, para 32%, as vagas de emprego irão diminuir.

É fácil para o brasileiro citar os problemas do país, que afetam a sua vida. Sabem relatar os problemas diretos e os indiretos. E, não adianta, os dois principais dilemas que afligem a população são a situação da economia e a preocupação ou ojeriza à corrupção. 

No sistema de crenças da população, a economia vai mal, pois o dinheiro se perde no fluxo da gestão das instituições e nos desvios, de toda a ordem. Para os entrevistados, a má gestão dos recursos estimula a fragilidade dos outros dois grandes problemas: do sistema público de saúde do país e a pauta social, como educação e desigualdade social. 

Como uma coisa leva à outra, a população acaba acreditando que “paga a conta”, cristalizando a premissa de que só é atendido pelo serviço público quem tem rede de contato, sabe dar um jeitinho, grita mais alto ou tem sorte.

Quando os entrevistados reportam essa situação de descaso e abandono, não estão pensando em protocolos como o cadastro do Sistema Único para ingresso nas políticas sociais do Governo Federal. 

Estão falando das dores reais, dos dilemas cotidianos. Quando se tem um problema efetivo, uma demanda a ser resolvida com celeridade e não há disponibilidade de recursos. Até porque mais da metade da população trabalha para sobreviver.

 A saúde é sempre um dos principais exemplos, utilizada para mostrar como o sistema é deficiente e amedrontar a população. Reconhecem que a saúde preventiva é restrita a pequenos públicos e que correm “atrás do sistema único” para fazerem a saúde curativa ou paliativa. 

Histórias não faltam para ilustrar as experiências negativas. “A pessoa vai no posto de saúde e passa reclamando de uma dor por seis meses. O médico indica dipirona em todas as consultas e pede um exame, que entra em uma fila de espera de dois anos. Quando o quadro se agrava, a pessoa procura uma emergência, é internada e descobre que tem um tumor em estágio avançado, que poderia ter sido tratado se descoberto em tempo hábil”.

E, para os entrevistados, esta situação não tende a mudar enquanto houver uma relação recíproca entre a situação da economia e as práticas corruptíveis espalhadas pelo país afora.









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