Quais as perspectivas para Rio Grande e Cassino?

Quais as perspectivas para Rio Grande e Cassino?

Nossa cidade e bairro pulsante tem seus mistérios e problemas que precisam ser equacionados e resolvidos, se quisermos um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Por Nerino Dionello Piotto 30/07/2021 - 10:09 hs

ECONOMIA E OPINIÃO – Nerino Dionello Piotto *

QUAIS AS PERSPECTIVAS para  RG  E CASSINO?

“A mais bela e profunda experiência que o homem pode viver é a do mistério”, nos ensina Albert Einstein.

Mas... certas fatalidades podem ser – com prevenção -  evitadas. Tivemos exemplos cruéis notadamente na Itália e na Espanha e até aqui em Pindorama, da obscuridade da fatalidade. Seleção dolorosa de quem iria ter mais chances de viver...uso de leitos de UTI...coronavirus.

Nossa cidade e bairro pulsante tem seus mistérios e problemas que precisam ser equacionados e resolvidos, se quisermos  um futuro melhor para nossos filhos e netos.

Não adianta chorar em cima do leite derramado....a pandemia bagunçou o que já estava ruim.

Temos que encarar....não é mistério para ninguém ( e estudo do Senai junto à agência alemã de cooperação  e da URGS nos provam ) que apenas na área de tecnologia serão abertas 140 mil vagas nos próximos dois anos. E formaremos menos da metade disso.  Resumo da ópera = teremos apagão de mão de obra. Teremos ricos mais ricos e mais pobres mais pobres.

Solução? Sim...EDUCAÇÃO! De nada adiantam novos currículos e metodologias inovadoras se a graduação continuar sendo um privilégio e com muitos erros a  serem corrigidos.

Paralelamente a isso, que não é pouco, mas é apenas a ponta do Iceberg, temos que discutir, divergir, lutar até encontrar soluções  viáveis. Adoro o ditado: água mole em pedra dura...

Além das ótimas  mídias que temos  ( sites, como este  O LITORÂNEO, Tvs, rádios...) poderemos contar com alavancas poderosas para alicerçar e incrementar o desenvolvimento.

Entidades que congregam elites como a CDL, Rotary, dentre tantas,  podem contribuir.

Vamos lá....Vi em Vancouver, no Canadá, nas praias e em parques, bancos doados por famílias, empresas,  além de placas indicativas de locais turísticos e de utilidade pública.

Por que não – por exemplo, o Rotary patrocinar – além do seu belíssimo trabalho humanitário, placas indicativas da Rodoviária de Rio Grande, campanha para doação de bancos....o Rotary construiu ( e está feio, mal cuidado ) o belíssimo pórtico de RG, que eu acho mais bonito que o “Marble Arche” ( pórtico/arco de mármore ) badaladíssimo em Londres.

E, claro, seminários e encontros – utilizando a expertise e permeabilidade social que detém visando a levantar cascas de feridas que não saram e  que tanto atrapalham.

Permito-me levantar aqui algumas “lebres”:  calçadas e meios fios no Cassino; alternativas de subsistência para os profissionais que usam carroças; recolhimento de cães errantes; cobrança de quem tem  planos de saúde, pelos  serviços prestados em UPAs; idem daqueles que podem pagar, por cursos na FURG;  apoio a reformas estruturantes dos municípios, dentre  outras. Vamos pensar nisso? Ao invés de lamentar ... vamos agir?

*nerinopiotto@globo.com



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