[Parte 2] Série sobre a Ansiedade.

[Parte 2] Série sobre a Ansiedade.

"Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz".

Por Eduardo Johnston 11/07/2021 - 21:42 hs

No texto da semana passada, vimos que a ansiedade pode ser útil e que ela é uma das responsáveis pela sobrevivência da nossa espécie.

Portanto, lembre-se sempre: quando nossa percepção antecipatória está relacionada ao risco do que pode acontecer, a ansiedade pode nos salvar.

Hoje, para ilustrar o lado bom da ansiedade, vou citar o livro “O Pequeno Príncipe”, onde em determinado momento, a raposa diz:

“Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração”.

Este é um belo exemplo de como o nosso cérebro, antevendo o futuro, fica se preparando para o prazer.

Amigos e amigas, quem aqui nunca sentiu o coração acelerado enquanto esperava o Papai Noel ou o Coelhinho da Páscoa? Quem nunca sentiu um friozinho na barriga enquanto se arrumava para sair com alguém especial? Como você se sente na noite anterior daquela tão esperada viagem?

Entretanto, nem tudo são flores. O transtorno de ansiedade ocorre quando o nosso sistema se desregula, gerando sensações físicas e emocionais desproporcionais ao risco ou, até mesmo, na ausência de risco.

Atualmente sentimos medos de coisas reais e imaginárias. Algumas pessoas, inclusive, sentem medo de sentir medo. Criamos e alimentamos monstros poderosos na nossa mente.

Semana que vem você vai aprender a reconhecer se sua ansiedade é boa ou ruim. Então, siga acompanhando a série porque meu compromisso é te ajudar a buscar uma maior qualidade de vida.

Comente aqui o que você está achando da série. 



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